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Política

João bate a porta na cara do MDB-SC

Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso

30 Out 2025 - 09h58Por Janici Demetrio
João bate a porta na cara do MDB-SC - Crédito: Rádio Jaraguá Crédito: Rádio Jaraguá

O prefeito João Rodrigues aprontou mais uma. A sensação que dá é de que ele não deseja, de fato, disputar as eleições.

Há algumas semanas, o prefeito de Chapecó procurou o MDB, oferecendo duas posições na majoritária do ano que vem. Mas o partido já está no governo de Jorginho Mello desde 1º de janeiro de 2023 — inicialmente com uma secretaria e posições em vários escalões.

Num segundo momento, vieram mais duas secretarias. O Manda Brasa marcou um grande evento para comemorar seus 60 anos, no último sábado, em Balneário Camboriú. Lá esteve o governador Jorginho Mello, que também é o presidente do PL. Na oportunidade, o liberal reafirmou a parceria eleitoral e a presença emedebista na chapa majoritária.

João Rodrigues não foi convidado para essa mobilização do MDB. De quebra, também recebeu uma negativa na tentativa de atrair a turma do Manda Brasa. Aliás, vale lembrar que João já dava como certo o apoio do Podemos.

Guarda-chuvas

O Podemos hoje está alinhado com Jorginho Mello, assim como o União Brasil, que, dentro da federação com o PP, está na iminência de fechar um amplo acordo com o governador. O que está acontecendo com João Rodrigues? Está absolutamente isolado, sem nenhum apoio partidário — e nem mesmo preserva a unidade do seu próprio partido.

Defecção

Afinal, o prefeito da principal cidade administrada pela sigla, Topázio Silveira Neto, de Florianópolis, está com Jorginho Mello. E várias outras lideranças seguem na mesma direção.

Inteligência limitada

Para fechar com chave de ouro, João resolveu dar uma entrevista atacando o MDB — especialmente seu presidente, o deputado federal Carlos Chiodini. Afirmou que ele não tem coerência porque votou a favor do PT enquanto estava na Câmara e que agora está com Jorginho Mello, mas antes era próximo de Lula da Silva.

Tiro no pé

Ora, assim como o MDB tem três ministérios na Esplanada de Lula, o PSD de João Rodrigues também ocupa três cadeiras ministeriais. Deputados do PSD, inclusive de Santa Catarina, como Ismael dos Santos, também votam com o governo na Câmara.

Conversa mole

Então a coerência só vale para um lado? E mais: o MDB está na prefeitura de Chapecó ocupando cargos no colegiado. Como é que fica? Esse MDB, então, é bom? Mas o MDB de Chiodini é ruim? Ou seja, críticas sem o menor sentido, desconexas, fora da realidade. João só critica o MDB agora porque o partido declinou de estar com ele. E assim, se afunda cada vez mais.

Alvo da vez

Agora o pessedista do Oeste tenta concentrar esforços na federação União Progressista — embora o PP também esteja no governo Jorginho Mello. E no campo da coerência, que ele tanto cobra de Chiodini, o presidente do MDB-SC rebateu, lembrando muito bem que o PSD estava no governo Carlos Moisés.

Casa Civil

Ocupava posição central com o atual presidente estadual do partido, Eron Giordani, que ficou um ano e meio na Casa Civil. Giordani quis ser vice de Carlos Moisés, que não o aceitou — o que acarretou o rompimento.

Aventura

Fora da chapa governista, os pessedistas foram apoiar Gean Loureiro, do União Brasil. O PSD ficou como coadjuvante, indicando o próprio Giordani de vice. Raimundo Colombo disputou o Senado. O ex-governador ficou em segundo lugar.

Lavada

Jorge Seif abriu 900 mil votos de diferença. A dupla Gean e Eron ficou em quarto lugar. Aí não tem incoerência? Estavam com Moisés e depois saíram para fechar com o União Brasil.

Trocando em miúdos: João Rodrigues caminha firme, a passos largos, rumo ao precipício político-eleitoral.


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