Duplicação BR 280

Fórum Parlamentar: Presidente da Acijs diz que região quer o tratamento merecido

07 Mar 2016 - 19h59
Para ele, a região está com sua economia retraída, principalmente, pela falta de infraestrutura. “Por conta do gargalo da BR 280, o Vale do Itapocu cresceu menos que outras regiões do Estado, onde as rodovias são duplicadas”, comentou. Aquilo que foi uma luta, virou conquista e agora preocupação, no entendimento do presidente da Acijs. “O que recebemos do Governo Federal é muito desproporcional ao que a região arrecada. Necessitamos de um tratamento a altura”, finaliza.

O Instituto Jourdan fez, recentemente, um estudo apontando a diferença no crescimento do PIB da região de Jaraguá do Sul e da região de Biguaçu, na Grande Florianópolis. A diferença, segundo dados apresentados pelo secretário de Estado, Carlos Chiodini, se deve à região da Capital ter a rodovia (BR 101) duplicada e a de Jaraguá não. O estudo mostra que entre 2012 e 2013 o PIB de Biguaçu cresceu 255% enquanto que o da região cresceu 149%, por causa da demanda de infraestrutura.

Para o deputado Darci de Matos (PSD), “os representantes do Dnit e ANTT foram corajosos em participar da reunião do Fórum Parlamentar e tentar explicar o inexplicável”. Conforme ele, o Governo Federal tem nove grandes obras em Santa Catarina: os contornos ferroviários que estão parados; a construção da Universidade Federal em Joinville que está parada; a duplicação da BR 280 em passos lentos; e a única que avança a passos largos é a demarcação de terras indígenas em Araquari. “São dez mil hectares que serão dados para índios paraguaios e expulsarão produtores de suas terras”, enfatizou.

Já o senador Paulo Bauer (PSDB) comentou que em 15 anos, foram trocados sete ministros dos Transportes. “Nenhum teve tempo de entender a importância desta obra”, acrescentou. O senador afirmou ainda não ter a expectativa de ver a duplicação terminada em menos de dez anos. “Se levarmos em consideração o volume de recursos previstos para este ano – R$ 70 milhões – e o valor total do projeto, podemos imaginar o que vai acontecer”. Ele reclamou ainda da falta de honestidade e clareza nas palavras do Dnit. Ele defende ainda que a comunidade regional se manifeste e proteste. “Falta protestar, que aí o Governo Federal vai ouvir. É preciso a região fazer mais”, concluiu sob aplausos dos participantes da reunião do Fórum Parlamentar Catarinense.

O deputado Marco Tebaldi (PSDB) disse que não adiantou os representantes do Governo Federal virem a Jaraguá do Sul sem saber o valor do corte no orçamento. Acredita ser 'falta de respeito' com a região e acrescentou: "Só falta vir aqui o porteiro do Dnit dizer que não tem mais dinheiro para as obras".

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