INTERNACIONAL

Trump volta a atacar investigação sobre interferência russa em eleições de 2016

16 Dez 2018 - 19h52

O presidente americano, Donald Trump, e seu advogado Rudy Giuliani proferiram uma nova série de ataques neste domingo aos investigadores envolvidos no caso da interferência russa nas eleições americanas de 2016.

No Twitter, Trump chamou o movimento de "caça às bruxas" com a Rússia e afirmou que sua origem data de "muito antes de eu ser eleito". "É muito ruim para o nosso país. Eles estão prendendo pessoas por distorções, mentiras ou coisas não relacionadas que ocorreram há muitos anos. Nada a ver com conluio. Um golpe democrata!", escreveu.

Giuliani também usou uma televisão criticar o conselheiro especial Robert Mueller, responsável pelas investigações, e promotores federais em Nova York. "Eles são uma piada", disse. Quando questionado sobre uma possível entrevista Trump a Mueller, afirmou que isso só aconteceria "sobre o meu cadáver".

Mueller, que está investigando possíveis relações entre a campanha Trump e a Rússia, continua a solicitar uma entrevista com o presidente. No mês passado, a Casa Branca enviou respostas por escrito a perguntas sobre um possível conluio. A administração resistiu, no entanto, a responder perguntas sobre possíveis obstruções à justiça.

Prisão de ex-advogado

Na semana passada, a exposição legal de Trump cresceu quando seu ex-advogado pessoal, Michael Cohen, foi condenado a três anos de prisão depois de admitir que emitiu pagamentos em dinheiro a mulheres que alegaram encontros sexuais com Trump. Promotores e Cohen dizem que ele agiu por ordem do presidente, o que Trump e Giuliani negam.

"Lembre-se, Michael Cohen só se tornou um 'rato' depois que o FBI fez algo que era absolutamente impensável e inédito até que a caça às bruxas começou ilegalmente", afirmou Trump em um tuíte, também neste domingo. "Eles entraram no escritório de um advogado!", acrescentou.

O episódio, no entanto, não foi um arrombamento. O FBI executou um mandado de busca obtido de um juiz para realizar uma batida em abril na casa, no escritório e no quarto de hotel de Cohen e apreendeu registros em vários assuntos, entre eles um pagamento de US$ 130 mil feito à atriz pornô Stormy Daniels por Cohen.

Os promotores dizem que Trump orientou Cohen a realizar os pagamentos para comprar o silêncio de Daniels e da ex-modelo da Playboy Karen McDougal, no período que antecedeu a campanha de 2016. Promotores federais em Nova York dizem que os pagamentos equivalem a contribuições de campanha ilegais, porque foram feitos no auge da temporada eleitoral com objetivo de impedir prejuízos à campanha com a divulgação de informações sobre os encontros.

Trump comparou ainda sua situação a uma envolvendo a campanha de 2008 do ex-presidente Barack Obama. A Comissão Eleitoral Federal, que normalmente lida com menores infrações financeiras de campanha quando as ações não são voluntariosas e com penalidades civis que são tipicamente multas, multou a campanha de Obama em US$ 375 mil por violações civis regulatórias. As multas decorreram da falha da campanha em relatar um lote de contribuições, totalizando quase US$ 1,9 milhão, a tempo nos últimos dias da campanha. Fonte: Associated Press.

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