Camara guaramirim
INTERNACIONAL

Papa Francisco lava pés de brasileiro e outros 11 presos

18 Abr 2019 - 18h31

Em missa realizada nesta Quinta-Feira Santa, 18, no prisão de Velletri, subúrbio a cerca de 40 quilômetros ao sul de Roma, o papa Francisco lavou e beijou os pés de 12 presos, entre eles um brasileiro. Em sete anos de pontificado, esta é a quinta vez que o papa reproduz o gesto, símbolo de "humildade" e "fraternidade", com presos. "Em nossos corações deve haver sempre esse amor para servir ao próximo", disse.

Na Quinta-Feira Santa, é lembrada justamente a Última Ceia, ocasião em que Jesus realizou o Lava-Pés com seus discípulos. Logo ao chegar, Francisco foi bastante aplaudido por cerca de 200 pessoas, presentes na cerimônia.

Depois de uma homilia rápida e improvisada, em que lembrou a importância do rito, o papa argentino, de 82 anos, recebeu ajuda de dois assistentes para se ajoelhar. Com uma toalha seca e uma bacia de prata, ele lavou e beijou os pés de 12 detentos - nove italianos, um brasileiro, um da Costa do Marfim e outro de Marrocos. Eles eram todos homens e não tiveram nome e nem religião divulgados.

Francisco lembrou que o gesto era destinado aos escravos, que limpavam os pés de pessoas que iam visitar a casa de seus senhores, e aconselhou os presos a ajudarem uns aos outros. "O mais velho tem que servir ao menor", afirmou. "Sejam irmãos no serviço e não na ambição daquele que domina ou maltrata o outro. Esta é a irmandade. A irmandade é sempre humilde."

Tradicionalmente, a Igreja realiza o rito lavando os pés de 12 sacerdotes. Francisco, no entanto, levou a celebração para fora do Vaticano e a realizou em prisões, centro de imigrantes ou casas de idosos. Também já foi alvo de críticas por, em ocasiões anteriores, lavar os pés de mulheres e muçulmanos.

Com 400 vagas, a prisão de Velletri sofre de superlotação e abriga cerca de 570 presos, entre eles estrangeiros e detentos que colaboraram com a Justiça para obter proteção especial. Também há no local 200 carcereiros.

Ao fim da cerimônia, a diretora da prisão, Maria Donata Iannantuono, agradeceu ao papa e falou das dificuldades da unidade. Segundo ela, não haveria como garantir "direitos fundamentais para os presos".

Francisco saiu da unidade sob aplausos, após cumprimentar as pessoas e receber alguns presentes. Na sexta, 19, o papa deve liderar a tradicional "Via-crúcis" em volta do Coliseu, em Roma.(Com agências internacionais)

Matérias Relacionadas

Economia

Nova tarifa dos EUA reforça preocupação da indústria exportadora catarinense, avalia FIESC

Entidade ressalta que a taxação anunciada nesta quinta, apesar de ter impacto moderado, já que é aplicada também aos demais concorrentes do Brasil, cria uma nova camada de obstáculos, ao favorecer as empresas que produzem dentro dos Estados Unidos
Nova tarifa dos EUA reforça preocupação da indústria exportadora catarinense, avalia FIESC
Economia

Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina é prorrogado por 30 dias

Medida busca conter alta dos combustíveis causada pela guerra
Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina é prorrogado por 30 dias
Economia

Santa Catarina articula medidas para enfrentar tarifaço dos Estados Unidos

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, um estudo da entidade aponta que 54,5% da pauta exportadora de Santa Catarina será afetada pelas novas tarifas
Santa Catarina articula medidas para enfrentar tarifaço dos Estados Unidos
Política

O tarifaço que saiu pela culatra de Lula

Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso
O tarifaço que saiu pela culatra de Lula
Ver mais de Mundo