Joaçaba Pneus
INTERNACIONAL

'Não serei levado para campo de batalha que não é o meu', diz Bolsonaro

23 Mar 2019 - 17h21Por Daniel Weterman e Ricardo Galhardo, enviados especiais

Ao terminar sua primeira visita oficial ao Chile, o presidente Jair Bolsonaro enfatizou, neste sábado, 23, que não vai entrar em um "campo de batalha" que não é o seu, ao se referir à cobrança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ele assuma a liderança pela articulação da reforma da Previdência. Além disso, Bolsonaro voltou a jogar a responsabilidade da proposta sobre Maia e o Congresso e disse não saber porque o parlamentar anda tão "agressivo".

"Não serei levado para um campo de batalha diferente do meu. Eu respondo pelos meus atos no Executivo, Legislativo são eles, Judiciário é o Dias Toffoli. E assim toca o barco, isso se chama democracia", disse Bolsonaro a jornalistas ao deixar o Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, ao lado do presidente do Chile, Sebastián Piñera. "Não queiram me arrastar para um campo de batalha que não é o meu", insistiu.

O presidente disse não saber por que Maia anda tão "agressivo" contra ele e ainda declarou que perdoa o parlamentar fluminense, citando problemas pessoais do parlamentar. Na quinta-feira, 11, o ex-ministro Moreira Franco, sogro de Maia, foi preso pela Operação Lava Jato do Rio. "Eu lamento. Até perdoo o Rodrigo Maia pela situação pessoal que ele está vivendo. O Brasil está acima dos meus interesses e do dele. O Brasil está em primeiro lugar."

Bolsonaro repetiu que a "bola" pela votação da reforma está agora com Maia e com o Congresso, e não mais com o Planalto. Questionado sobre as razões que teriam levado o presidente da Câmara a disparar publicamente contra ele, Bolsonaro disse que "a temperatura está alta lá no Senado", sem explicar a que se referia.

Ao se dirigir ao carro que o levou para o aeroporto, Bolsonaro declarou ao que não existe atrito com Maia. "Da minha parte, não houve atrito. Estou pronto para conversar com ele."

Velha política

Bolsonaro voltou a culpar a "velha política" pela insatisfação de Maia e de outros parlamentares com o governo. "O que é articulação? O que falta eu fazer? Eu pergunto para vocês. O que foi feito no passado? Eu não seguirei o mesmo destino de ex-presidentes, pode ter certeza nisso", declarou.

Venezuela

Além da reforma da Previdência, Bolsonaro criticou Maia pela declaração ao Estado de que o Brasil não teria condições de "segurar" 24 horas de confronto com a Venezuela. "Ele está desprestigiando as Forças Armadas dessa maneira? Ele falou isso mesmo? Não queremos guerra com ninguém, Maia está desprestigiando as Forças Armadas. Em algum momento eu falei em guerra? Não falei. Ele está completamente desinformado."

Matérias Relacionadas

Saúde

G7 promete doar 1 bilhão de vacinas contra a covid-19 até 2022

Compromisso consta em documento final da reunião de líderes do grupo
G7 promete doar 1 bilhão de vacinas contra a covid-19 até 2022
Esportes

Brasil abre Copa América com boa vitória sobre a Venezuela

Seleção faz 3 a 0 com gols de Marquinhos, Neymar e Gabriel Barbosa
Brasil abre Copa América com boa vitória sobre a Venezuela
Saúde

Anvisa autoriza vacina da Pfizer para crianças a partir de 12 anos

Estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência
Anvisa autoriza vacina da Pfizer para crianças a partir de 12 anos
Esportes

Em nota, jogadores da seleção criticam Copa América, mas negam boicote

Texto foi publicado nas redes sociais após vitória contra o Paraguai
Em nota, jogadores da seleção criticam Copa América, mas negam boicote
Ver mais de Mundo