INTERNACIONAL
Na China, ministro do Japão diz que países podem "assumir campo econômico"
O ministro de Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, disse neste domingo que seu país e a China têm a oportunidade de "assumir o campo econômico" durante o atual período de incertezas globais, em que os Estados Unidos pressionam comercialmente os asiáticos e outras nações. Kono se encontrou com o ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, em Pequim, para discutir sobre as relações econômicas e o intercâmbio de jovens entre os dois países.
Kono afirmou ainda que as relações entre chineses e japoneses "se recuperaram completamente" no ano passado. Wang reforçou o discurso, declarando que "embora a situação econômica atual seja complicada e esteja mudando profundamente, a cooperação econômica sino-japonesa está avançando constantemente em um ritmo sólido".
A relação entre China e Japão foi turbulenta nos últimos anos, devido a uma disputa por ilhas do Mar da China Oriental. Em 2012, o Japão nacionalizou um pequeno grupo de ilhas reivindicadas por Pequim. A medida desencadeou protestos violentos na China. Com o tempo, o comércio e os investimentos entre os dois países se recuperaram, com empresas dos dois lados considerando projetos conjuntos em outros países, como a Tailândia.
Mas as exportações do Japão sofreram com a desaceleração recente do crescimento da China, maior parceiro comercial dos japoneses. As empresas do país - de montadoras a lojas de departamentos - têm peso importante na economia chinesa. Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas sobre o aço e o alumínio importados do Japão, assim como ameaçou tarifar automóveis provenientes de outros países, medida que colocaria os japoneses entre os mais prejudicados.
Kono afirmou ainda neste domingo que o presidente da China, Xi Jinping, provavelmente visitará o Japão neste ano. A visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, à China no ano passado foi a primeira visita formal a Pequim feita por um líder japonês em quase sete anos. Fonte: Associated Press.
Matérias Relacionadas
Economia
Nova tarifa dos EUA reforça preocupação da indústria exportadora catarinense, avalia FIESC
Entidade ressalta que a taxação anunciada nesta quinta, apesar de ter impacto moderado, já que é aplicada também aos demais concorrentes do Brasil, cria uma nova camada de obstáculos, ao favorecer as empresas que produzem dentro dos Estados Unidos

Economia
Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina é prorrogado por 30 dias
Medida busca conter alta dos combustíveis causada pela guerra

Economia
Santa Catarina articula medidas para enfrentar tarifaço dos Estados Unidos
Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, um estudo da entidade aponta que 54,5% da pauta exportadora de Santa Catarina será afetada pelas novas tarifas

Política
O tarifaço que saiu pela culatra de Lula
Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso

