GNet
Caraguá
INTERNACIONAL

Brasil apoia Israel sobre Golan na ONU

23 Mar 2019 - 06h10

O Brasil votou na sexta-feira, 22, contra uma resolução que pede o fim da ocupação israelense das Colinas do Golan, em reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. O veto foi uma demonstração de apoio à posição de Donald Trump, que defendeu a soberania de Israel sobre o território anexado da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O posicionamento adotado pela embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo em relação às questões envolvendo israelenses e palestinos foi tomado a dias de o presidente Jair Bolsonaro desembarcar em Tel-Aviv para uma visita ao primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

A resolução também pedia o congelamento de 1,6 mil novos assentamentos no Golan, a libertação de sírios presos em complexos israelenses e expressava "grave preocupação com as arbitrariedades" em detenções e violações de direitos humanos. Apesar do voto brasileiro - acompanhado por outras 15 nações, como Hungria, Ucrânia, Austrália e Espanha -, o texto proposto pelo Paquistão foi aprovado com 26 votos favoráveis e 5 abstenções.

Na véspera, Trump defendeu que os EUA reconheçam as Colinas do Golan como parte de Israel, mudando décadas de política externa americana. Netanyahu elogiou o anúncio de Trump, que ocorreu durante visita do secretário de Estado, Mike Pompeo, ao país e às vésperas das eleições gerais de Israel.

Em discurso para justificar seu voto, Maria Nazareth afirmou que o País continua "comprometido com a proteção e promoção dos direitos humanos. "O Brasil considera que o presente texto é desbalanceado e enviesado, já que diz respeito a apenas uma parte das preocupações com direitos humanos do povo sírio."

A diplomata afirmou ainda que o texto chama a atenção para as ações de Israel, mas não fala sobre violações de direitos humanos que teriam sido cometidas pelo governo sírio. "Desta forma, o Brasil não pode apoiar a atual iniciativa e vota contra a resolução."

As Colinas do Golan pertence à Síria e foram anexadas pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Desde então, Israel aumentou a instalação de colonos no território, o que gera protestos da Síria, de palestinos e de países árabes em fóruns internacionais. (Com agências)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

GNet

Matérias Relacionadas

Economia

WEG vai abrir nova fábrica na Ásia

Previsão de inauguração é para o primeiro semestre deste ano
WEG vai abrir nova fábrica na Ásia
Saúde

Aumento de casos de Covid-19 não deve elevar número de óbitos, afirma ministro

Queiroga disse também que, nos próximos 15 dias, serão distribuídos 14 milhões de testes rápidos de antígenos.
Aumento de casos de Covid-19 não deve elevar número de óbitos, afirma ministro
Geral

Incêndio em Nova York deixa 19 mortos, nove deles crianças

Fogo no bairro de Bronx deixou ainda centenas de feridos
Economia

Dólar cai para R$ 5,63, após dados de emprego nos EUA

Bolsa subiu 1,14%, mas fechou semana em baixa
Ver mais de Mundo