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Jaraguá do Sul

Ópera Carmen encanta o público que lotou o Centro Cultural, em noite de Gala

30 Jan 2016 - 10h50
Um dos momentos mais esperados do Festival de Música de Santa Catarina aconteceu na noite de sexta-feira (29). A ópera “Carmen”, de Georges Bizet, foi o destaque no Grande Teatro da Sociedade Cultura Artística (SCAR). Trata-se de uma das peças mais reconhecidas do mundo no segmento de canto lírico. Apresentada pela primeira vez em 1875, é um expoente do estilo francês de opéra-comique. Devido ao tempo de espetáculo, a série começou às 20h20, um pouco mais cedo que de costume.

A Rádio Jaraguá esteve presente e transmitiu ao vivo o espetáculo, com Celso Nagel e o comentarista Magnus Belling. Antes do espetáculo, quem acompanhou pela Jaraguá, pode conhecer um pouco mais sobre a obra, com Magnus Belling.

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E explicou como ocorreu a criação da ópera.

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A ópera Carmen aconteceu em quatro atos. A abertura da ópera já chamou a atenção pela música, bem popular.

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Foram quase duas horas de espetáculo, com o envolvimento de aproximadamente 200 pessoas.

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E assim, por volta das 22h15, terminou o espetáculo.

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Magnus Belling diz que tudo saiu perfeitamente conforme o esperado.

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E comentou ainda sobre a programação que o Femusc apresentará neste sábado.

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Quem foi ao Grande Teatro da Sociedade Cultura Artística de Jaraguá do Sul (SCAR) na noite desta sexta-feira, 29 de janeiro, se deleitou com o casamento entre a música e o teatro, a herança de séculos de tradição operística expressas em Carmen, de Georges Bizet. Mas uma noite histórica do Festival de Música de Santa Catarina.

As dezenas de músicos e profissionais que participaram da produção transportaram a plateia para o universo cigano, recitando a história do cabo que se apaixonou por uma cigana e se tornou um contrabandista, abandonando família, cidade e uma noiva para seguir a vida errante e libertária de “gitano”, uma das mais famosas óperas do mundo, dirigida no Femusc pelo professor Gino Quilico e montada em apenas duas semanas de ensaios.

Até a atmosfera era diferente. A plateia irrequieta, que já estava de olhos bem abertos e ouvidos afiados antes do espetáculo, aguardava algo grande, e recebeu. Já aos primeiros acordes do prelúdio, encontrou acordes familiares, e mesmo sem sentir, começou a cantarolar. A sequência trouxe a brejeira Juliana Taino se insinuando como Carmen na ária “Habanera”, a mais famosa dessa ópera, para que os primeiros aplausos irrompessem o silêncio. O primeiro ato ainda reservou a bela dobradinha entre Micaela e Don José, interpretados por Annelise Cavalcanti e Rinaldo Leone, na ária “Parle-moi de ma mére”.

Além do canto lírico, destaque no palco para as crianças do Femusckinho – programa que é uma espécie de colônia de férias musical para crianças de 6 a 12 anos em atividades de recreação e inicialização musical -, o coral formado por pessoas da comunidade, e alunos e professores que integraram a Orquestra Sinfônica do Femusc.

Regida por Catherine Larsen-Maguire, a orquestra que já mostrara bom serviço na briga de Carmen e Micaela (“Que se passe-t-il là-bas? Au secours! Au secours!”), foi especialmente brilhante no início do segundo ato, em “Je vais danser en votre honneur”, enquanto Carmen dançava para Don José – destaque para o naipe de trompas. O trabalho orquestral também merece destaque na introdução do quarto ato – menção obrigatória ao desempenho do naipe de oboés e aos trompetes durante a tourada. Ainda na parte musical, belíssimo desempenho do coro em “Les voici, voici la quadrille”, também na abertura do quarto ato, e destaque para Micaela em “C’est les contrabandiers le refuge ordinaire”.

Havia apenas um resultado possível: aplausos, aplausos e mais aplausos, cinco ininterruptos e efusivos minutos de centenas de aplausos de quem teve a oportunidade de presenciar mais esse dia histórico para o Femusc.

O FEMUSC é uma realização conjunta do Instituto Festival de Música, Prefeitura de Jaraguá do Sul, Funcultural, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Governo de Santa Catarina, Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura; patrocínio WEG, Tractebel Energia, Raízen; apoio Zanotti, Portonave, Duas Rodas, Eletrobras e Gomes da Costa; apoio institucional Sociedade Cultura Artística (SCAR), Vale dos Encantos Convention & Visitors Bureau, Fundação Cultural e Católica de Santa Catarina.
GNet

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