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Economia

Missão de Temer é recuperar alicerces para Brasil voltar a crescer, diz economista

04 Out 2016 - 22h00

Na opinião de Zeina, a prioridade de Temer é com a recuperação dos alicerces econômicos, com a queda dos juros e com o ajuste fiscal, que estimulem os investimentos e voltem a fazer o Brasil crescer. Ao falar para uma plateia que lotou o auditório do Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, Zeina Latif disse que é preciso ainda “um pouco mais de paciência” com o governo Temer para que as bases da recuperação econômica possam ser lançadas agora e o País esteja totalmente preparado para um novo ciclo a partir de 2018. Conforme destacou, o ambiente político é favorável a um entendimento nacional e há condições para a aprovação de duas medidas que na opinião de Zeina Latif são primordiais para que a situação melhore: a aprovação das propostas de emenda constitucional que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência. “Temos uma sociedade cansada de ver o País em situação de descontrole fiscal, que não suporta mais ver os juros subindo e desestimulando os investimentos, trazendo desemprego e a instabilidade nas famílias”, afirma, sustentando que as duas medidas assegurariam tranquilidade para medidas seguintes, dentre elas a reforma na legislação trabalhista.

A economista avalia que os resultados das urnas podem ser positivos na medida em que muitos congressistas, envolvidos com os pleitos municipais, podem agora se dedicar às questões defendidas pelo governo. “Este diálogo precisa ser estabelecido e o PMDB é capaz de articular este entendimento. A crise econômica é grave, e isso força o País a rever a agenda. Claro que o processo de recuperação da economia passa pela questão fiscal, de modo que o Banco Central possa, então, diminuir a taxa de juros e a inflação, o que vai dar confiança para os investidores em uma etapa seguinte com o programa de concessões. Nenhum investidor virá com inflação descontrolada e juros altos”, define, indicando que o próximo ano ainda seja de crescimento modesto.


 “Nossa inflação é muito alta em relação ao resto do mundo e especialmente comparando com alguns países vizinhos, citando o Peru com uma meta de 2%, por exemplo, e nosso PIB continuará negativo. Sem esta primeira arrumação que o governo está propondo fica tudo mais difícil. Quem vai fazer investimento em um programa de infraestrutura, entrar em um programa de concessão do governo federal com a Selic a 14,25%? Com as duas medidas se acredita que é possível evitar que as contas públicas, que já chega a R$ 170 bilhões, mas podendo em 2017 alcançar até R$ 190 bilhões se nenhuma medida for tomada. Mesmo assim, pelo menos podemos estabilizar este quadro para o País chegar em 2018 de pé. Medidas para fazer o Brasil avançar em seu potencial de crescimento são essenciais, mas numa segunda etapa. Politicamente é preciso fazer escolhas, e a tarefa de Temer é primeiro fazer o alicerce da casa, depois as paredes”, assinalou Zeina Latif.

Fonte: Ronaldo Corrêa

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