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Educação

Delegado diz que grupo já aplicou golpe em outros Estados

26 Out 2016 - 08h29
Delegado diz que grupo já aplicou golpe em outros Estados -
Os jovens foram convidados a ingressar num programa de estágio e no mercado de trabalho por meio de um falso teste. A Rádio Jaraguá divulgou o caso com exclusividade na terça-feira.

O que era para ser uma oportunidade se tornou caso de polícia. De acordo com o relato de uma das vítimas – um estudante de 14 anos de uma escola estadual –, na semana passada, a escola foi visitada por um grupo que usava o nome do Banco Nacional do Emprego e apresentou a proposta de estágios em várias áreas como: clínicas médicas e odontológicas, transportadoras e lojas de departamento.

Para isso, os estudantes seriam selecionados através de uma prova, marcada para o sábado, no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul. Antes da prova, os candidatos pagaram uma taxa de inscrição de R$ 10,00. “Eu estranhei que as questões das provas, nas disciplinas de Português e Matemática eram muito fáceis. Havia questões do 5º ano”, disse a estudante. Alguns pais desconfiaram e denunciaram o caso à Polícia Civil, que confirmou o estelionato no sábado e deteve quatro pessoas.

Na segunda-feira (24), a gerente regional de Educação, Cristiana Poltronieri Ziehlsdorff, confirmou que na semana passada este mesmo grupo procurou a Gerência solicitando autorização para entrar nas escolas. Como a autorização não foi concedida, o grupo teria falsificado um documento, inclusive com o nome da gerente, o que facilitou a entrada nas unidades de ensino.

Segundo o delegado Evandro Luiz Oliveira de Abreu, responsável pelo caso, o autor do crime é de Brasília, e se passava por representante do Banco Nacional de Empregos e do Fundo de Apoio ao Estudante. As vítimas tinham idades entre 14 e 18 anos, e, se aprovados, iriam participar do programa Menor Aprendiz (tem o objetivo de inserir socialmente os jovens através do trabalho, além de promover a geração de renda, em forma de auxílio financeiro). “O criminoso também entregou alguns ‘diplomas’ da FAE aos melhores alunos das escolas locais, prometendo bolsas de estudos parciais”, explicou o delegado.

O delegado confirmou ainda a versão das vítimas, de que K.M.L., 35 anos, se passando por representante do BNE de Brasília e do FAE, solicitou apoio de uma empresa local para promover a divulgação e os exames. As vítimas, após serem selecionados pelo criminoso, seriam encaminhadas para as empresas da cidade. Já os alunos que estavam de posse do diploma de Melhor Aluno, depois de assistirem uma palestra com ele, fariam um contrato para cursos na empresa parceira, sendo que, pagariam apenas o custo da hora do professor, e que os demais custos ficariam a cargo da FAE.

Diante da fraude, o criminoso e demais pessoas que estavam prestando apoio a ele foram conduzidos à Delegacia para os procedimentos pertinentes, sendo apreendidos diversos materiais e uma quantia significativa em dinheiro proveniente do golpe. Acredita-se que pelo menos 50 jovens estavam inscritos para as provas de sábado.

Segundo representante do Banco Nacional do Emprego, este golpe já havia sido aplicado nos estados de Goiás e Rio de Janeiro.



 

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