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Três Sistemas de Tração Elétrica WEG na Rio+20

21 Jun 2012 - 16h57


A WEG marca presença na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável com a participação em três projetos relacionados à tração elétrica e energia renovável: o Barco Solar Amazônia, o Ônibus H2+2 (elétrico híbrido a hidrogênio) e o Ônibus Itaipu (elétrico híbrido a etanol).  


O Barco Solar Amazônia foi concebido pelo grupo Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e está sendo apresentado no Píer Mauá, pavilhão 4, no stand da universidade. Além do apoio institucional e técnico, a WEG forneceu dois conjuntos para tração, constituídos de motor refrigerado a água e inversor CFW11. Ainda faz parte do projeto o manche de comando e também o conversor de tensão CC/CC.

Idealizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-COPPE), o H2+2 está sendo demonstrado em circuito fechado, no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca. O Ônibus Itaipu é um projeto da Usina Itaipu Binacional que está em exposição no stand da Finep, no Píer Mauá.

Os produtos WEG utilizados nos dois modelos de ônibus são motor elétrico de tração, inversores de tração e inversores auxiliares, além do gerador, no caso do Ônibus Itaipu.

Além de não emitir gás carbônico, a utilização do motor elétrico no lugar do motor a combustão interna evita a emissão de óxido de nitrogênio e de material particulado. A operação do sistema elétrico não produz ruído, o que ajuda na diminuição da poluição sonora.

A conferência que aponta os caminhos futuros do desenvolvimento iniciou em 13 de junho e segue até o dia 22. São esperadas mais de 50 mil pessoas, entre chefes de Estado, empresários e ativistas no evento que deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

Barco Solar

Projetado para transportar 20 passageiros e mais dois tripulantes, o barco movido à energia solar, do tipo de casco Catamarã, terá aproximadamente 10 metros de comprimento e 3,2 metros de boca. Ainda em fase de finalização, o barco será utilizado para atender a comunidade ribeirinha de Santa Rosa, localidade Furo do Nazário, nas proximidades de Belém (PA), região Amazônica.

O barco solar terá potência de 4 kWp fornecidos pelos 18 módulos solares fotovoltaicos, que irão alimentar dois bancos de baterias chumbo-ácida tracionaria de 48 Vcc/300AH cada. A energia armazenada nos bancos permite uma autonomia para cinco horas de navegação.

Cada banco de bateria alimenta um conversor de tensão CC/CC, que por sua vez alimenta o inversor CFW11. Cada CFW11 proporcionará o acionamento, controle e proteções necessárias para os dois motores da embarcação.

Espera-se que a embarcação navegue até sete nós de velocidade. Será utilizado principalmente para buscar crianças em suas casas e levá-las ao centro educacional que atende Santa Rosa - e conduzi-las de volta ao final da aula. Também poderá ser usado para transportar a produção local.


Evitando o uso de embarcações com motores a combustão, a utilização do barco solar permitirá tanto a redução da poluição por diesel nos leitos dos rios quanto a diminuição no estresse dos animais, já que os motores elétricos são silenciosos.

H2+2
Silencioso, mais eficiente e não poluente, o H2+2 é a nova versão do ônibus elétrico a hidrogênio. O H2+2 é um veículo híbrido, movido à energia elétrica produzida a bordo (por meio de uma pilha a combustível alimentada com hidrogênio e pela regeneração da energia cinética). A tecnologia garante o reaproveitamento da energia que seria dispersa nas frenagens do veículo.

A segunda versão do ônibus é até três vezes mais econômica que os modelos já utilizados no mundo, com tecnologia 100% nacional. Apresenta redução de 40% no consumo de hidrogênio e 30% no custo de fabricação em relação à versão anterior, lançada em 2010. A previsão é que o modelo comece a rodar na Copa 2014.

Com uma autonomia de até 500 km com um único abastecimento, o veículo aguarda apenas por compradores. O H2+2 pode ser tornar o sistema de transportes por ônibus no Brasil um dos mais sustentáveis do mundo devido à matriz energética do país, em sua maior parte proveniente de energias renováveis.

Ônibus Itaipu

O ônibus elétrico híbrido a etanol faz uso da energia elétrica com geração a bordo para tracionar o veículo de forma eficiente e com baixos níveis de emissão. Utiliza duas fontes de energia para seu funcionamento. Uma é o banco de baterias acumuladoras de energia e a outra é o grupo motor-gerador, que pode ser a diesel, a álcool ou a gás.

O Itaipu também usa o princípio da frenagem regenerativa, capturando a energia cinética durante as desacelerações, armazenando esta energia nas baterias. O resultado é uma redução de 90% na emissão de alguns materiais poluentes e neutralização do enxofre no ar.

O ônibus que já está em circulação na Itaipu foi construído por um consórcio composto pelas empresas: Eletra, WEG, Mascarello, Mitsubishi, Tutto e Euroar, sendo a Eletra a responsável pelo projeto e fabricação.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou na Conferência o financiamento de R$ 2 bilhões para projetos sustentáveis, o que inclui os estudos e produção deste ônibus. A estimativa é que nos próximos dois anos, 75 unidades sejam fabricadas comercialmente.

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