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Secretaria da Saúde intensifica ações de prevenção à AIDS durante o Carnaval

05 Fev 2013 - 19h38

Com a chegada do Carnaval, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), intensifica ainda mais suas ações de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, com enfoque especial para o HIV/AIDS e a hepatite viral tipo B. Dentre as ações, haverá distribuição de 2,6 milhões de preservativos masculinos, 2,8 mil preservativos femininos e 20 mil unidades de gel lubrificante íntimo aos municípios catarinenses.


Elma Fior da Cruz, gerente de Vigilância das DST/HIV/HV da DIVE, explica que é justamente nessas épocas de descontração que se deve dar especial atenção à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. "Estatísticas revelam que vem diminuindo o uso do preservativo. Como consequência, o número de notificações e casos das DSTs está aumentando. Por isso intensificamos nossas ações incentivando o uso da camisinha como fator de proteção", alerta Elma.

Segundo a gerente, desde 1984, Santa Catarina registrou 27.992 casos de AIDS, sendo 27.044 em adultos e 948em crianças. Nomesmo período foi notificado também o vírus HIV em 4.926 gestantes. A incidência de Aids em adultos no ano passado foi de 24,6 casos para cada 100 mil habitantes. No público infantil, a proporção foi de 2,6 casos por 100 mil crianças menores de cinco anos.

Preocupado com incidência da doença em Santa Catarina, o secretário-adjunto de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, está propondo campanhas permanentes de conscientização. "Temos de agir dentro das escolas, em parceria com educadores, porque é através da educação que formaremos gerações de adultos conscientes da necessidade de prevenção", disse Casagrande.

Registros da DIVE revelam que mais de 89,2 % dos municípios catarinenses já notificaram pelo menos um caso de Aids, sendo que as principais categorias  de exposição são: heterossexual (62,9%), usuário de drogas injetáveis (20,8 %) e homossexual (9,9 %).

 Hepatite também preocupa Estado

Psquisas da Vigilância Epidemiológica efetuadas desde 1994 acusam a notificação de 16.600 casos de hepatite B e 9.544 casos de hepatite C. "Nos casos onde é possível obter a informação da fonte de infecção, detectou-se ser a via sexual (21%) a causa principal nas infecções pelo vírus da Hepatite B e o uso de drogas injetáveis (23%) como risco para portadores do vírus da Hepatite C. A maior estratégia para vencer o avanço da hepatite B, além do uso do preservativo, é a intensificação da vacina,que está disponível em todos os postos de vacinação para a população até 29 anos", explica Elma.

 

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