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Estiagem

Secretaria da Agricultura divulga dados sobre estiagem no Estado

13 Jan 2012 - 20h49

Nesta sexta-feira (13), a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca divulgou dados atualizados sobre os prejuízos causados pela estiagem em Santa Catarina. Até o momento, já são 75 municípios com decreto de situação de emergência por estiagem. Na Região Oeste de Santa Catarina estão localizados 42% das cidades prejudicadas pela falta de chuvas e 34% da área total dos estabelecimentos agropecuários existentes no Estado. Na região também residem 19,2% da população total e 34% da população rural catarinense.


 O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, explica que os problemas e as perdas decorrentes da estiagem avançam dia a dia e são de difícil dimensionamento. Considerando apenas as atividades em que tem sido possível realizar estimativas mais abalizadas sobre perdas, os prejuízos a agropecuária catarinense já somam R$ 470 milhões, afirma Rodrigues.

O levantamento realizado pela Epagri nesta quinta-feira (12) indica que a produção mais prejudicada pela falta de chuvas é a do milho. Nos municípios que decretaram situação de emergência, as perdas variam de 5 a 80% da produção esperada, estima-se que já foram perdidas 642,6 mil toneladas, ou 16,6% da produção estadual inicialmente esperada, de 3,88
milhões de toneladas. Considerando o preço médio recebido pelos produtores em dezembro/2011 são R$ 253,1 milhões  de prejuízo. Um agravante neste caso é que aumenta a dependência catarinense de milho proveniente de outros estados e países, com custos normalmente mais elevados que os do produto catarinense.

No caso da soja, em termos médios, os percentuais de perdas ainda são menos significativos que os observados no milho: os municípios afetados pela estiagem apresentam perdas de produção que variam entre 5% e 70%. Estima-se que já se perdeu 12,6% das 1,398 milhão de toneladas da safra estadual que vinha sendo prevista antes da estiagem. O preços de dezembro/2011, as 176,8 mil toneladas perdidas significam prejuízos de R$ 119,7 milhões. Para a soja, é importante destacar que as perdas são menos  significativas em função de que a maior parte das lavouras ainda não estavam no período mais crítico em relação a estiagem. Como este período  ocorrerá de ora em diante, as perdas desta lavoura poderão se intensificar
muito, caso não chova suficientemente nos próximos dias.

Na cultura do feijão, as perdas municipais variam de 10 a 85%. Da produção estadual inicialmente esperada, de 112,1 mil toneladas, estima-se que já foram perdidas 6,1 mil toneladas, ou 5,5%, o que, a preços recebidos pelos rodutores em dezembro/2011, significa um prejuízo de 8,2  milhões.


 A produção de leite também sofre importante repercussão em função da estiagem. A Região Oeste responde por 73% da produção estadual de leite. As perdas nos municípios afetados variam de 5 a 55%. No montante houve redução 14,2% em relação a produção dos meses de novembro e dezembro. Os produtores do Estado deixaram de entregar à indústria um volume de aproximadamente 28,2 milhões de litros do produto, representando um prejuízo em torno de 21,8 milhões de reais. Além desse prejuízo, salienta-se que os produtores estão tendo acréscimos de custos pela necessidade de complementação alimentar dos animais e que, dada a degradação das pastagens, o quadro tende a agravar-se significativamente,  na ausência de chuvas nos próximos dias.

 Outros produtos importantes para a economia de Santa Catarina também  sofreram perdas, especialmente as frutas e hortaliças e piscicultura de água doce. A pecuária em geral, como suinocultura, avicultura e gado de corte também enfrentam problemas. Na maior parte dos casos, os prejuízos são de difícil mensuração e serão apurados oportunamente.
Nesta segunda-feira (16), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro, o Governador Raimundo Colombo e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, estarão em Chapecó para lançar um pacote de medidas de auxílio aos agricultores afetados pela estiagem nas regiões Oeste, Meio Oeste e Extremo Oeste catarinense. O evento acontecerá às 10h30 no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó.

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