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Santa Catarina participa de projeto pioneiro para conservação de espécies ameaçadas de extinção

Uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que vai alocar cerca de US$ 13 milhões para minimizar impactos sobre a biodiversidade brasileira

29 Mai 2019 - 06h00Por Governo do Estado de Santa Catarina
Santa Catarina participa de projeto pioneiro para conservação de espécies ameaçadas de extinção - Crédito: Marcelo Aceto/Arquivo Pessoal Crédito: Marcelo Aceto/Arquivo Pessoal

Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) e do Instituto do Meio Ambiente (IMA), participa do processo pioneiro de Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que vai alocar cerca de US$ 13 milhões (dólares) para minimizar impactos sobre a biodiversidade brasileira.

Entre os dias 10 a 14 de junho, será realizada em Lages a oficina de Planejamento do Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Planalto Sul (PAN), que engloba Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para os próximos cinco anos com metas de curto, médio e longo prazo. A Aegla brevipalma (fauna) e Senecio promatensis (flora), são alguns exemplos de espécies criticamente em perigo que serão beneficiadas pelo projeto Pró-Espécies: “Todos contra extinção”.

O PAN orienta a alocação de recursos para ações de prevenção, proteção, conservação, manejo e gestão da fauna e flora, integrando União, estados e municípios na implementação de políticas públicas. A lista de espécies-alvo do PAN Planalto Sul mapeou 69 espécies, 43 de flora e 26 de fauna.

"Estamos vivendo um momento singular e com a certeza de que estamos dando um grande passo para a o desenvolvimento sustentável do nosso meio ambiente. Santa Catarina integra uma ação nacional, com a representação de dois estados, a união de vários órgãos do poder público, universidade e demais instituições não governamentais, todos em prol de uma única causa: a busca de soluções para conservação das nossas espécies”, destacou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Lucas Esmeraldino.

Os preparativos para a elaboração do Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Planalto Sul, começaram em fevereiro e contou com representantes do IMA, da SDS e da Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (SEMA-RS), que coordenarão, em parceria, a realização do Plano de Ação (PAN) da região.

Também participaram o Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), WWF-Brasil e técnicos de diversas instituições parceiras. A reunião aconteceu no Centro de Treinamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), em São Joaquim/SC.

Sobre Projeto Pró-Espécies

A Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies – Todos contra a extinção) é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), publicada na Portaria Nº 43, de 31 de janeiro de 2014, financiada pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund). É coordenada pelo Departamento de Conservação e Manejo de Espécies (DESP/MMA) e implementada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), sendo o WWF-Brasil a agência executora.

O projeto tem como objetivo adotar ações de prevenção, conservação, manejo e gestão para minimizar as ameaças e o risco de extinção de espécies integrando união, estados e municípios na implementação de políticas públicas em 13 estados  (MA, BA, PA, AM, TO, GO, SC, PR, RS, MG, SP, RJ e ES) que totalizam nove milhões de hectares.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e órgãos estaduais de Meio Ambiente dos estados supracitados são parceiros do projeto. A expectativa é que, até 2022, sejam tomadas medidas de proteção de pelo menos 290 animais e plantas que correm o risco de deixar de existir. A expectativa é que com estes PANs territoriais as ações sejam capazes de beneficiar direta ou indiretamente até 2.755 espécies.


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