Unimed - Capa
Geral

Sancionada lei que altera medida para comercialização de banana em SC

22 Ago 2012 - 21h52

Em até seis meses, a comercialização de banana in natura em Santa Catarina terá uma nova regra. Ao invés de ser vendida no atacado em caixa de 20 a 22 quilos, como ocorre atualmente, os produtores passarão a negociar o produto em quilo. A mudança consta na Lei 15.888, sancionada pelo governador Raimundo Colombo (PSD). Trata-se de uma iniciativa do deputado José Milton Scheffer (PP), que apresentou o projeto de lei na Assembleia Legislativa em março deste ano. A proposição foi aprovada por unanimidade em julho passado.


A lei acata uma antiga reivindicação dos bananicultores do estado. Segundo eles, o atual modelo de comercialização ocasiona prejuízos, pois a quantidade do produto na caixa sempre ultrapassa os 24 quilos. Um estudo feito pela Epagri/Estação Experimental de Itajaí constatou que a perda é, em média, de 2,3 quilos por caixa, o que ocasiona um prejuízo de R$ 30 milhões ao ano para os produtores. "É algo que penaliza o produtor. Com essa mudança, vamos permitir que uma parte maior da renda gerada com a produção fique na propriedade", explicou o deputado. De acordo com a lei, o governo estadual terá 90 dias para regulamentá-la. Após publicada a regulamentação, serão concedidos mais 90 dias para que a nova regra seja adotada pelo mercado. Quem descumprir a lei poderá levar multa que varia de R$ 1 mil a R$ 20 mil.

Importância

Segundo dados da Epagri/Cepa, Santa Catarina é o quinto produtor nacional de banana. No ano passado, foram produzidas pelas 6 mil propriedades mais de 651 mil toneladas, cultivadas em aproximadamente 30,6 mil hectares. Em 2011, a produção catarinense foi comercializada seguindo o seguinte roteiro: no Litoral Norte, cerca de 42% foi absorvida no mercado interno (distribuída entre 26% para consumo "in natura" e 16% pelas indústrias de processamento), 25% seguiu para o mercado interestadual, principalmente para os centros consumidores do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Grande Belo Horizonte, enquanto 15% foram para exportação, destinados principalmente para a Argentina e Uruguai.


Da produção obtida no Sul do Estado, aproximadamente 60% foi comercializada na própria região, seja para atender o consumo do produto "in natura" ou para suprir a demanda das indústrias que utilizam a matéria-prima com vista à produção de balas, doces, dentre outros itens. A preferência desse mercado pela banana prata se dá em função do seu maior rendimento e do melhor sabor do produto final. Os demais 40% da produção destinam-se, principalmente, para os grandes mercados consumidores do Rio Grande do Sul.

Há que ressaltar as acentuadas perdas com a fruta, em torno de 20%, que ocorrem desde a colheita até a mesa do consumidor, oneram sobremaneira os custos financeiros ecausam prejuízos à atividade. (Marcelo Espinoza)

Matérias Relacionadas

Geral

Aberto processo seletivo para Engenharia Civil no Samae de Jaraguá do Sul

Os interessados devem estar cursando entre o terceiro e o penúltimo semestre do Curso de Engenharia Civil
Aberto processo seletivo para Engenharia Civil no Samae de Jaraguá do Sul
Geral

Diego Maradona morre aos 60 anos

Maior jogador da história do futebol argentino sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, segundo o jornal argentino 'Clarín'
Diego Maradona morre aos 60 anos
Geral

Pernambucanas inaugura loja em Jaraguá do Sul

A loja traz também uma importante novidade, o "Clique e Retire", possibilitando ao local ser um ponto para retirada de produtos adquiridos de forma online em qualquer uma das plataformas digitais da companhia
Geral

Morre aos 69 anos o jornalista Fernando Vanucci

A causa da morte não foi divulgada pela família. 
Morre aos 69 anos o jornalista Fernando Vanucci
Ver mais de Geral