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Rússia suspende parte de exportações de frigoríficos catarinenses

02 Mai 2011 - 11h17

Alegando problemas sanitários, a Rússia suspendeu parte das exportações de três frigoríficos catarinenses da BRF Brasil Foods. Os produtores de suínos em Santa Catarina defendem que não existem motivos sanitários para o embargo russo e afirmam que a decisão foi causada por proteção de mercado. O assunto será discutido em uma reunião entre representantes dos Ministérios da Agricultura dos dois países marcada para terça-feira.

Especialistas acreditam que o embargo não deve durar muito tempo. O assunto deve ser resolvido em até 35 dias, na opinião do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), Eroni Barbieri. O presidente do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), Wolmir de Souza, lembrou que no segundo semestre os russos fazem estoque para atravessar o inverno, mais um motivo para solução rápida. Mas ele citou outra data limite: agosto deste ano.

Ambos concordam que o novo embargo russo não deverá ter um grande impacto aos negócios catarinenses, porque ele ocorre em um momento em que os produtores estão animados com a possibilidade de negócios com os Estados Unidos, Canadá e China. 

O presidente do INCS declara que é preciso esforço para firmar parcerias com estes países e diversificar a clientela. Desta maneira o Brasil deixaria de ser refém de um comprador tão poderoso como a Rússia, principal mercado de destino as exportações de carne suína do país e de SC. Para Souza, as parceria com outros mercados forçaria o governo russo a mudar o seu comportamento em relação às medidas restritivas, com o risco de perder o Estado como fornecedor.

Do volume total de exportações de carne suína pelo Brasil em 2010, 234 mil toneladas tiveram como destino a Rússia - 22,3 mil toneladas provenientes de frigoríficos catarinenses. O vice-presidente da Faesc explicou que o embargo é uma resposta do governo russo à pressão de produtores locais do país, mas afirma que o problema sempre é contornado. Ele disse que já perdeu a conta de quantas vezes essa situação aconteceu.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína, Pedro Camargo Neto, disse que tem sido normal a suspensão de estabelecimentos que entram e saem da lista de empresas autorizadas a vender para a Rússia.

Após inspecionar as unidades da BRF Brasil Foods em Chapecó, Concórdia e Capinzal no início de abril, o governo russo anunciou que iria descredenciá-los no final do mês. A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) afirma que não há detalhes sobre as restrições.

- Não sabemos se estão retirando um estabelecimento como um todo, ou se estão retirando parte de produtos industrializados do estabelecimento. Isso é uma dúvida que precisa ser esclarecida rapidamente para dar maior tranquilidade - diz o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto.

O vice-presidente da Faesc reforçou que o problema será resolvido num curto espaço de tempo e sugeriu aos produtores manter os investimentos. Ainda assim, ele disse que existe o temor do cenário persistir e a carne suína destinada a exportação precisar ser colocada no mercado nacional. Se isso ocorrer, haveria aumento da oferta e a consequente queda dos preços.

O presidente do Instituto Nacional da Carne Suína não acredita nesta possibilidade. Sobre o embargo, ressaltou que os frigoríficos catarinenses estão entrando em mercados estrangeiros e contrariando interesses locais. Wolmir afirmou que é preciso estar preparado para reações.

Um exemplo, é o lobby de produtores russos para restringir a importação de cortes mais elaborados de origem brasileira. Eles aceitam a compra de carcaças de porcos para processamento por empresas daquele país. Desta maneira, entregariam ao mercado opções de maior valor agregado.

Fonte: Clic RBS

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