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Quase 80% dos profissionais no Brasil estão estagnados

30 Jan 2013 - 20h08

Quais os principais motivos para a estagnação na carreira? Na edição de janeiro da revista Você S/A, a multinacional alemã Kienbaum, especializada em consultoria de recursos humanos, apresentou os resultados de uma pesquisa com 18 mil profissionais realizada durante um período de cinco anos. Os dados revelam que quase 80% dos executivos e profissionais em cargos de liderança estão estagnados em sua carreira e que apenas 22% têm chances de oferecer o que a empresa espera deles


A Kienbaum atua em Santa Catarina através de uma unidade em Joinville e um escritório de apoio em Blumenau, atendendo a grandes grupos empresariais catarinenses.   Numa avaliação sobre a competência gerencial de presidentes, vice-presidentes, diretores e gerentes de grandes companhias, o levantamento indicou que 43% dos executivos brasileiros estão abaixo do nível profissional que se espera deles.  

De acordo com a pesquisa realizada, foi constatado que entre os 57% que entregam adequadamente resultados, apenas 22% tem chances reais de chegar a uma posição alta em sua organização.   Estagnação da carreira   Entre os principais motivos dessa estagnação, conforme a avaliação, seria o descontentamento com o que se faz, falta de perspectiva, de ascensão em médio prazo e falta de interesse por novidades.   Em entrevista à revista, Fausto Donini Alvarez, sócio-diretor da Kienbaum e responsável pelo levantamento, diz que a maioria dos executivos caminha para fora da trajetória ideal da carreira. "Não há lugar para todos, só os muito bons sobem", afirma ele. "A maioria dos profissionais começa a carreira bem preparada. Mas, com o passar dos anos, boa parte deles começa a render menos e, em muitos casos, para de evoluir como se esperava", destaca.   A matéria da revista Você S/A revela que a estagnação da carreira tem três sinais claros.

O primeiro é estar há anos cumprindo a mesma atividade e em contato com as mesmas pessoas. O segundo é nunca ser considerado para uma promoção. Por último, não ser chamado para participar de novos projetos.   Para aqueles que progridem, a pesquisa realizada pela Kienbaum mostra que 20% desse universo pesquisado, tem como característica a predisposição em aceitar desafios. "Na avaliação que durou em média 10 horas, medimos a experiência dos gestores, sua capacidade de fazer análises, características pessoais e perfil de liderança, além de mapear competências como orientação para resultados e para o cliente, visão estratégica e capacidade de desenvolver pessoas", conta o sócio-diretor da empresa.   "Constatamos que 78% dos profissionais brasileiros estão ou ficarão estagnados durante a carreira", informa Fausto. "Seja para evitar uma queda, seja para retomar a rota de crescimento, o profissional precisa se esforçar para obter qualificação e estar disponível para assumir papéis mais difíceis", completa Fausto na entrevista.

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