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Boca da Barra

Procurador da República quer relatório sobre obra na foz

27 Set 2012 - 18h00

A Fundação do Meio Ambiente de Barra Velha vai contratar um profissional da área ambiental para executar um relatório detalhado da situação em que se encontra a obra de fixação e desassoreamento da foz do Rio Itapocu, paralisada pelo governo interino que administrou a cidade durante 11 meses. A informação é do diretor Marcelo da Cunha, que recebeu no último dia 14 de novembro um ofício da Fundação do Meio Ambiente do Estado (Fatma), informando da necessidade desse relatório. Segundo Marcelo, o relatório é uma exigência do Procurador da República Rodrigo Joaquim Lima, de Joinville, repassada diretamente à Fatma. O relatório não pode ser executado pela Fundema, mas por um terceiro profissional, sem ligação efetiva com os órgãos ambientais do Estado e do Município, por conta da isenção que uma ação dessa requer.


Segundo a Fundema, o prazo para entrega do documento é dia 14 de outubro, e o detalhamento precisa ser feito por um engenheiro ambiental, biólogo ou oceanógrafo, contratado pela Prefeitura, que detalhe a condição da obra em termos ambientais. "Na verdade, a preocupação do procurador é o fato que em janeiro do ano que vem, termina o prazo da licença ambiental dada pela Fatma, e até agora, pelo menos por parte da Fundema atual, não se sabe porque o governo interino cancelou a fixação, que estava na fase da conclusão do segundo molhe de pedras, do lado sul da boca da barra", diz o diretor. Marcelo assegura que ao assumir a Fundema, juntamente com Celino Moraes, eles não encontraram nenhum documento ou relatório que aponte quais os motivos que levaram o governo interino a cancelar o projeto. "Agora, o Município terá um gasto público com a contratação desse profissional, para elaborar o relatório".

 

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