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Prefeituras do Norte de SC lutam para evitar estragos causados pela ressaca do mar

28 Mai 2012 - 17h03

Em vez de faixas de areia, muitas pedras, buracos e entulho. É nisso que se transformaram algumas das praias do Norte do Estado após as últimas ressacas do mar. Aliás, Netuno, o rei dos mares na mitologia romana, tem dado trabalho para as Prefeituras de São Francisco do Sul, Itapoá, Balneário Barra do Sul, Barra Velha e Balneário Piçarras.

As praias sofrem com a chamada erosão costeira - a faixa de areia está sumindo por causa de grandes ressacas ou mesmo pelo avanço do mar. A diferença das praias em comparação com duas ou três décadas atrás é gritante.

A faixa de areia era mais larga - entre 50 e 100 metros. Prefeituras investiram valores astronômicos com a elaboração de projetos, dragagens e construção de molhes para tentar evitar a erosão. E mesmo com as obras, parece que os problemas voltam a cada nova ressaca.

Estudos detalhados foram solicitados pelas prefeituras da região para identificar a razão destes processos erosivos. Em 2006, por exemplo, um livro publicado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) chamado "Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro", reuniu pesquisas de universidades que analisaram o litoral de 17 Estados do País.

O Litoral Norte de Santa Catarina foi avaliado por especialistas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que observaram que nas últimas três décadas, a região passou por um "acelerado processo de desenvolvimento urbano" e que a maioria destes municípios não apresentava "políticas de planejamento regional e urbano".

Ocupações perto do mar

Segundo o oceanógrafo e professor da Univali Rafael Sangoi, um exemplo comum em Santa Catarina é a ocupação da faixa de areia muito perto do mar. São casas, ruas, calçadões e até condomínios residenciais, construídos na areia e que são fortemente atingidos pelas ressacas.

- Durante estes eventos extremos, muita areia é remobilizada pela ação das ondas, e parte desta areia é transportada pelas correntes de deriva litorânea ao longo da costa, causando um déficit no médio e longo prazo -, explicou.

Para o oceanógrafo vale lembrar que a zona costeira é dinâmica e que praias, dunas e estuários (a parte final de um rio, no encontro com o mar) podem modificar e até desaparecer com os anos.

- Isso ocorre devido à ação de ondas, correntes e ventos costeiros. Isto faz parte do ciclo natural. O problema surge quando há ocupação humana da zona costeira, quase sempre de forma desordenada, não respeitando os limites físicos de preservação destes ambientes -, avaliou.

A Praia do Ervino, em São Chico, é um exemplo. A área de preservação permanente foi pouco explorada e quase não há construções sobre ela.

- A onda que chega em Itajaí é a mesma que chega em São Francisco. Só que a Praia Grande e o Ervino têm dunas e restinga preservadas -, diz o oceanógrafo e professor da Univali João Thadeu de Menezes.

Como não é possível sair tirando casas, calçadas e avenidas do lugar de uma hora para a outra, cabe às Prefeituras travar uma verdadeira queda de braço com Netuno.

GLOBO.COM.BR

Premix Concreto

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