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Poupança tem melhor mês de março desde 1995

05 Abr 2012 - 18h08

Após dois meses no vermelho, a caderneta de poupança registrou captação líquida (diferença entre depósitos e saques) positiva de R$ 2,54 bilhões, informou nesta quinta-feira o Banco Central.


É o melhor índice para um mês de março de toda a série histórica, iniciada em 1995. O recorde anterior para um mês de março, com captação líquida de R$ 1,546 bilhão, ocorreu em 2007.

Na comparação com março de 2011, quando a poupança teve captação líquida de R$ 307,423 milhões, houve crescimento de 727.80%.

Em fevereiro, o saldo no setor havia sido negativo em R$ 412,5 milhões. Ou seja, os brasileiros retiraram mais dinheiro do poupança do que colocaram na caderneta. Em janeiro, essa diferença --também negativa-- tinha sido de R$ 2,8 milhões.

No mês passado, os depósitos somaram R$ 98,9 bilhões, enquanto o total de saques chegou a R$ 96,4 bilhões. Após essa movimentação, e considerando os rendimentos acrescidos no período, de R$ 2,12 bilhões, o estoque da poupança chegou a R$ 429 bilhões na última sexta-feira.

2012

Com o resultado de março, a caderneta ficou azul em 2012. No acumulado dos três primeiros meses do ano os depósitos superaram os saques em R$ 2,13 bilhões.

O saldo do primeiro trimestre de 2012 mostra uma recuperação frente ao mesmo período do ano passado, quando os resultados ficaram negativos. Naquele período, os saques superaram os depósitos em R$ 162,8 milhões.

Os trabalhadores com dinheiro na caderneta receberam R$ 2,1 bilhões em rendimentos no mês passado. O valor é menor que os que foram creditados em janeiro (R$ 2,4 bilhões) e fevereiro (R$ 2,3 bilhões). Somados, os rendimentos de 2012 chegam a quase R$ 6,86 bilhões.

APLICAÇÕES

Percentualmente, a poupança não foi um bom investimento em março. No mês passado, a caderneta teve rendimento de 0,6073%, bem inferior ao aumento do dólar no período, de 6,16%, que voltou ao topo do ranking das aplicações financeiras.


O movimento do dólar foi seguido pelo euro, que subiu 6,4% em março.

Acostumado com juros altos, o investidor brasileiro da renda fixa terá agora de se preocupar em não perder para a poupança, que tem juros mínimos de 0,6% mais TR (6,17% ao ano).

Descontando a taxa de administração, poucos fundos de investimento do tipo DI, o mais tradicional, rendem acima da caderneta se o investidor resgatar antes de seis meses e pagar Imposto de Renda de 22,5%. A linha de corte, segundo bancos, é a taxa de administração de 1,5%.

Em março, os fundos DI renderam em média 0,81% bruto. Descontado um IR de 22,5%, restaram só 0,62% líquido --0,02 ponto acima da caderneta de poupança.
No mês, os CDBs prefixados e os fundos de renda fixa renderam 0,86%.

Ainda em março, a Bolsa brasileira teve baixa de 1,98% no Ibovespa, termômetro das ações no país, após dois meses seguidos de recuperação --em janeiro, o índice disparara 11,1% e em fevereiro, 4,3%.

FOLHA.COM.BR

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