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Polícia Militar de Joinville treina policiais que usam a pistola Taser

28 Mar 2012 - 13h47

A morte de Carlos Barbosa Meldola, 33 anos, no último fim de semana em Florianópolis, após levar um choque de policiais militares reacendeu uma antiga discussão. O homem foi a primeira vítima oficial da pistola Taser em Santa Catarina, uma arma considerada não-letal e que dispara choques elétricos.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública optou por manter o uso do equipamento, mesmo depois do episódio. A arma é usada pela PM no Estado desde 2008. E em Joinville desde 2010. Aqui, na cidade, a Taser foi usada em cerca de 30 ocorrências e não registrou problemas. A PM reforça que está preparada para usar a arma.

A arma não-letal, fabricada por uma empresa norte-americana Taser, não pode ser usada por qualquer pessoa. Assim como para usar revólveres, pistolas e fuzis, os policiais passam por um treinamento para usar a arma não-letal.

Em Joinville, dois oficiais foram habilitados pela fabricante, em um curso que foi realizado na Capital. O capitão Marcelo Venera, do 8º Batalhão, é um deles.

Ele já administrou o curso, que tem dez horas de aulas teóricas e cinco de aulas práticas, para cerca de 200 policiais na região. Durante as aulas, os soldados aprendem como funciona o equipamento, em qual momento ele deve ser empregado e quando ele não pode ser usado.

Os participantes do curso precisam até mesmo sentir na pele o choque que é aplicado. Sinais elétricos chamados Ondas-T atuam no sistema nervoso central e provocam a perda de controle do corpo. A pessoa que foi atingida cai após o choque e pode ficar com dores musculares por algumas horas.

- Eles precisam saber dos efeitos para usar -, esclarece o capitão.

Ao fim do curso, é aplicada uma prova escrita com 40 questões. Somente os que acertarem 32 ou mais respostas estarão habilitados.

Em Joinville, o 8º BPM tem cerca de 40 policiais habilitados para usar as nove armas Taser disponíveis, afirmou o capitão Venera. Já de acordo com o subcomandante do 17º BPM, major Hilário Zils, o batalhão possui três armas Taser e 16 pessoas - todos pertencentes ao Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) - habilitadas para usá-las.

- Nossa ideia é capacitar todos os policiais. Os 52 novos soldados, em seu curso de formação, já sairão para as ruas preparados para usar o equipamento -, diz o capitão Venera.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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