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Polícia de SC desmancha quadrilha que realizava assaltos a caixas eletrônicos

29 Abr 2012 - 12h20

Nos últimos meses, Santa Catarina presenciou a uma audaciosa onda de explosões a caixas eletrônicos. Cidades do interior, no Vale, litoral Norte e Oeste, foram as mais castigadas. Em meio à rotineira cena de espanto da população ao ver os bandidos empunhando armamento pesado e saindo com sacos cheios de dinheiro nas mãos, a esfera policial viveu dias intermináveis com uma só pergunta: como frear os ataques?

Foi preciso uma complexa investigação, onde técnicas de monitoramento pessoal e telefônico já duravam quase cinco meses. Ao mesmo tempo, era seguida da pressão e das críticas pela demora de resposta enquanto os ataques não cessavam.

Liderado pela Divisão de Furtos e Roubos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), o trabalho de inteligência culminou agora com a prisão daqueles que são apontados como os principais criminosos que vinham explodindo bancos no Estado.

São suspeitos da região de Itajaí e Blumenau, mas não tramavam os crimes sozinhos. A Deic acredita que contavam com articulações de bandidos do Paraná e Rio Grande do Sul. Investigadores mais experientes arriscam a suspeitar que a ramificação teria alcance também em São Paulo, pela maior facção criminosa que age dentro e fora das cadeias.

Até o capítulo final da caçada, desencadeado na madrugada deste sábado, a crônica policial de SC testemunhou dezenas de episódios. O principal foco estava na Deic, a elite da Polícia Civil, em Florianópolis. No Estreito, onde fica a sede da diretoria, o clima era de inquietação, preocupação e nervosismo.

A demora na maior investida policial foi antecedida por ações com êxito, como as prisões de quadrilhas em Penha e Piçarras. Mas também houve trapalhadas policiais, rachas internos com a cúpula da segurança, a exoneração do então diretor, delegado Cláudio Monteiro, e, no mais recente impasse, o desentendimento tornado público da velha divisão entre Polícia Militar e Polícia Civil - em Rio dos Cedros, no Vale, mesmo com forte presença policial na região, os bandidos conseguiram explodir uma agência do Banco do Brasil e fugiram da caçada depois que os policiais não se conversaram como deviam e deixaram de agir juntos.

Neste sábado, a Deic contou com apoio de miitares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o cerco foi integrado. Terminou comprisões e apreensões de armas longas, dinheiro e dinamite. Agora, resta saber por quais crimes e ataques a polícia conseguiu comprovar a participação dos detidos e até quando eles permanecerão atrás das grades.

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