Mobilidade
Plano de transporte público coletivo e mobilidade serão debatidos com a comunidade
Já o Plano Municipal de Transporte Público Coletivo dará suporte à licitação do sistema, cujo contrato com a concessionária atual termina em 6 de agosto. Lima diz que todo o estudo está sendo feito para que a população tenha um transporte coletivo de qualidade, que atenda as necessidades, com preço de tarifa acessível e que convença as pessoas a usarem o serviço. “Nós temos que tirar os carros das ruas do Centro, principalmente, e, para isso, as pessoas não podem ficar tentadas a sair com seus veículos, mas a usar o transporte público”, comenta.
As próprias empresas e estabelecimentos comerciais também têm interesse nisso e, quem sabe, abrir mão de espaços hoje usados como estacionamentos de seus funcionários e clientes. “Precisamos de um sistema de transporte que incentive e encoraje o uso dos ônibus”, acrescenta. Segundo o presidente do Instituto Jourdan, no período de levantamento das informações, a Urbtec fez várias apresentações aos técnicos do município e observadores convidados de várias entidades.
Na última reunião, a apresentação foi sobre falhas identificadas no transporte e que podem ser corrigidas. Um exemplo citado por Lima é o número de itinerários existentes atualmente, que são mais de 530 variações de apenas 26 linhas oferecidas pela empresa. “Significa que a mesma linha acontecia – dependendo do horário – em regiões diferentes, a partir de solicitação de alguém, seja vereador, político ou de alguém de cargo público que recebeu pedido e repassou para a administração, que encaminhou à empresa, surgindo assim uma variação da linha que gerou mais itinerário”, explica.
Com o Plano em elaboração e o novo contrato, a intenção é colocar 60 linhas fazendo a mesma cobertura territorial, tendo a possibilidade de oferecer um transporte um pouco mais consistente, aumentando a confiabilidade. “Um dos problemas de hoje é não saber qual o horário que o ônibus vai passar e ficar muito tempo esperando no ponto”, destaca o arquiteto.
O presidente do Instituto Jourdan já antecipa que os ônibus não vão passar em tantas ruas como acontece hoje, entrecortando os bairros e fazendo quase que um ‘porta a porta’. “E a gente tem ônibus quase vazio levando o passageiro na porta de casa. Isso é um fretamento particular, praticamente, que gera um aumento da tarifa e a insustentabilidade do sistema”.
No entendimento dele, o sistema proposto é muito interessante porque, mesmo com a redução dos itinerários, a empresa conseguirá cobrir todo o território. Uma das novidades é uma linha circular, que fará as principais ruas da cidade sempre com direcionamento para a área central, podendo o passageiro sair de qualquer bairro em direção ao Centro com uma única linha. “Estamos correndo com este processo para ter este Plano como referência da Minuta e o Edital do transporte coletivo”, conclui.
Com a ideia de diminuir o número de ruas em que circulam os ônibus, muitas pessoas poderão ficar mais distantes dos abrigos de passageiros. Entre as alternativas estudadas está a de, futuramente, instalar paraciclos possibilitando os passageiros saírem de casa de bicicleta e deixando as mesmas junto aos pontos ou, então, que sejam carregadas nos ônibus. Assim, a pessoa poderá parar num determinado ponto e seguir de bicicleta até o trabalho ou a outro destino que desejar.
ROGÉRIO TALLINI
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