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Número de mortes por Gripe A alerta para necessidade de prevenção e isolamento do vírus em SC

30 Jul 2012 - 13h22

As 72 vidas perdidas em razão de Gripe A este ano mostram que Santa Catarina tem muito a avançar em prevenção e isolamento do vírus. Depois de dois anos em que o H1N1 parecia que iria dar uma trégua, o Estado convive mais uma vez com o problema.

O drama renasce e termina a cada começo e fim de inverno, sem medidas capazes de enfrentá-lo e sufocá-lo a ponto de não assombrar e matar os catarinenses. Desde o começo do ano, 741 casos foram confirmados laboratorialmente para Influenza A (H1N1), o vírus da Gripe A.

A cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí, desponta com 57 casos, o maior no ranking estadual. A Vigilância Epidemiológica afirma que a curva da circulação do vírus está descendente e a quantidade de casos tende a cair nas próximas semanas.


Os dados da Vigilância revelam que, das mortes, 51,4% são do sexo masculino e 48,6% do sexo feminino. A média de idade das vítimas é de 48 anos. As faixas etárias com maior número de mortes foram de 40 a 49 anos (29,2%) e 50 a 59 anos (31,9%).

No estudo das mortes em conjunto com o Ministério da Saúde ficou apurado que 85% dos pacientes apresentavam fator de risco ou eram portadores de doenças crônicas, principalmente obesidade e tabagismo.

As últimas 10 pessoas que morreram moravam em São Bento do Sul (mulher de 82 anos), Cunha Porã (homem de 67 anos), Lages (homens de 39 anos e 31 anos), Videira (homem de 88 anos), São José (mulher de 58 anos), Fraiburgo (mulher de 58 anos), Orleans (homem de 38 anos), Indaial (mulher de 59 anos), Forquilhinha (mulher de 27 anos).

Na avaliação do médico epidemiólogo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lúcio José Botelho, Santa Catarina precisa de medidas mais intensificadas para amenizar o problema.

- As gripes nunca preocuparam tanto porque as pessoas não morriam. Penso que vacinar em massa, aumentar os isolamentos são coisas que ainda não se faz muito bem. O ideal é não buscar culpado e sim buscar solução, pensando algo coletivo -  assinala Botelho.

:: ENTREVISTA

Fábio Gaudenzi de Faria, diretor da Vigilância Epidemiológica de SC

O diretor da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi de Faria afirma que é preciso voltar a etiqueta da tosse para reduzir a circulação da influenza e, assim, reduzir a circulação do vírus H1N1. Na sexta-feira, ele conversou com o DC por telefone:

Diário Catarinense - O que falta para amenizar situação da gripe A em Santa Catarina?
Fábio Gaudenzi -
Na avaliação global estamos no final da curva descendente. Nas últimas duas semanas praticamente não tivemos óbitos. Os que tivemos são de quatro semanas atrás. As pessoas ficaram doentes e temos óbitos do dia 10. Na verdade ela já estava doente desde o dia 1º, quando começou a circulação.


DC - A sensação é que se trata de um problema que só acaba ao final do inverno...
Fábio -
Não, na verdade o período de circulação é de seis semanas e tem coincidência com o período de inverno. Esse ano tivemos uma circulação mais precoce. Ainda temos mais um mês e meio de inverno. O período de maior intensidade já ocorreu. Infelizmente é um fenômeno que acontece todos os anos.

DC - O que falta para acabar com as mortes?
Fábio -
É impossível. Não existe nenhuma fórmula para você garantir zero óbito. É impossível você eliminar ou erradicar o influenza com a nossa tecnologia atual. Talvez daqui a 10, 20 anos tenhamos uma vacina que seja 100% eficaz para todos os tipos de influenza. Isso não é a nossa realidade no momento no mundo inteiro.

DC - Como melhorar a prevenção?
Fábio -
Precisamos trabalhar melhor os fatores de risco, reduzir a circulação viral com a etiqueta da tosse. Precisamos que as pessoas procurem tratamento rapidamente e que os profissionais prescrevam melhor esse tratamento e ainda vacinar melhor os nossos doentes crônicos, que infelizmente são uma parcela da população que não são vacinados de uma maneira ampla.

DC - O Brasil conseguiu erradicar outras doenças. E a gripe A
Fábio -
Temos muita confusão de alguns conceitos. Vacina de pólio, rubéola, sarampo, que são três doenças que foram erradicadas no Brasil, tem taxas de proteção de mais de 95% e conseguem proteger contra todos os subtipos daquele vírus, que são centenas. A de influenza protege de 60% a 70%.

DIÁRIO CATARINENSE

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