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Novaer assina protocolo de intenções para se instalar em SC

03 Set 2012 - 19h56

Na sede da Federação das Indústrias (FIESC), nesta segunda-feira, dia 3, a empresa Novaer Craft assinou um protocolo de intenções para a instalação em Lages de uma fábrica de aviões de pequeno porte com aplicação civil e militar. A empresa, com sede em São José dos Campos (SP), está desenvolvendo um protótipo de fibra de carbono que deve ficar pronto em março de 2013. O documento foi assinado pela Novaer com o governo do Estado, a FIESC e o município de Lages.

"Com o evento, concretizamos uma longa série de entendimentos que tivemos para atrair para Santa Catarina o empreendimento. Para nós é uma satisfação concretizar este ato que Santa Catarina assina com a Novaer", disse o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte. Ele destacou que o setor aeronáutico emprega quase um milhão de trabalhadores e tem participação de 1% no Produto Interno Bruto nacional (PIB). "É um setor importante para passageiros e cargas. 11% do comércio exterior no ano passado foi realizado por avião. É um segmento muito bem-vindo a Santa Catarina", disse ele.

Côrte enfatizou que o Sistema FIESC, por meio do SENAI, foi pioneiro na implantação de cursos técnicos na área. "Todos os nossos alunos saem com emprego garantido. Estamos prontos para atender as demandas atuais e futuras da indústria", afirmou.

O SENAI vai investir em torno de R$ 2,4 milhões no segundo semestre de 2012 e primeiro semestre de 2103 na ampliação e modernização de sua unidade de Lages. Com isso, a instituição poderá ampliar a oferta de cursos, incluindo um novo programa de nível técnico na área de mecatrônica, que está em projeto. A projeção é que o número de matrículas na cidade em 2013 apresente um crescimento superior a 40%, chegando a 2,5 mil.

O presidente da FIESC salienta que, além de cursos que possui, o SENAI em Lages poderá buscar as competências já existentes nas unidades da instituição em São José e Palhoça, na área da aviação. A entidade formou, em 2011 e primeiro semestre de deste ano, 140 técnicos em mecânica de aviação. Outros 260 estudantes estão matriculados nos cursos que formam profissionais especializados em célula, motopropulsão e a parte eletrônica dos aviões. Além disso, outras 160 matrículas foram registradas desde 2010 nos cursos teóricos de piloto privado.

"A partir do protótipo queremos desenvolver uma indústria, certificar e fabricar as duas versões em Santa Catarina. O Estado reúne condições para desenvolver um polo de tecnologia aeronáutica. Possui instituições de ciência e tecnologia preparadas e formação de mão de obra técnica", disse o presidente da Novaer, Graciliano Campos, durante apresentação da FIESC.

Hoje o mercado brasileiro é o segundo maior do mundo para a aviação de pequeno porte. Na fase de industrialização da aeronave a ideia é implementar um centro de tecnologia de compostos com todos os equipamentos necessários. "Os aviões vão sair voando da fábrica para seus clientes. Queremos que esse avião seja nosso produto inaugural. Nossa missão é estabelecer uma nova indústria aeronáutica brasileira. Queremos desenvolver e produzir um produto nacional a partir de base industrial nacional em parceria com empresas e instituições brasileiras", disse Campos.

"Vamos cumprir rigorosamente com responsabilidade todos os passos da nossa participação e seremos parceiros nos desafios. Isso é tradição do povo catarinense. Não é só trazer a empresa. Tem que acompanhar e ajudar a vencer desafios. É um novo setor que tem tudo a ver com o Estado. Queremos fazer juntos um grande projeto que orgulhe cada vez mais o nosso País", disse o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, disse que o Estado tem um grande futuro a construir na indústria aeronáutica. Ele acredita no sucesso do empreendimento pela histórica tradição de Santa Catarina em trabalhar duro e pela capacitação adequada. "O Estado tem um ambiente favorável ao desenvolvimento da Novaer. O próximo passo é como inserir essa empresa no mercado. Nos oferecemos para ajudar no financiamento da fábrica", afirmou Raupp, propondo que a parceria entre a empresa e o Ministério continue. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao MCTI, aportou R$ 10 milhões para a construção do protótipo. "Estamos habilitados concretamente para continuarmos em parceria", disse Raupp, destacando que o órgão tem dinheiro para investir.

O encontro também contou com a presença de lideranças industriais, parlamentares e representantes de agências de fomento.


Dâmi Cristina Radin e Ivonei Fazzioni
Assessoria de Imprensa do Sistema FIESC

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