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Movimentação do Porto de Itajaí cresce 150% em três anos

Segundo Salles, 70% das exportações catarinenses em 2019 (cerca de US$ 6,2 bilhões) saíram por Itajaí

13 Fev 2020 - 15h22Por Da Redação
Secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira (esq.), presidente da FIESC, Mario de Aguiar (centro) e o deputado João Amin - Crédito: Filipe ScottiSecretário de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira (esq.), presidente da FIESC, Mario de Aguiar (centro) e o deputado João Amin - Crédito: Filipe Scotti

Nos últimos três anos (2017 a 2019), a movimentação de contêineres do Complexo Portuário de Itajaí cresceu 150%, informou o superintendente do porto, Marcelo Werner Salles

Ele participou de reunião da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da FIESC e do Conselho de Infraestrutura, no dia 12, em Florianópolis.

Segundo Salles, 70% das exportações catarinenses em 2019 (cerca de US$ 6,2 bilhões) saíram por Itajaí. Ele ressaltou que investimentos no porto refletem positivamente na sociedade. “Não é investir no porto de Itajaí, mas sim, investir na atividade econômica de Santa Catarina. A infraestrutura tem um impacto socioeconômico muito grande”, afirmou.

No encontro, ele explicou que no final de 2019 foi finalizado um conjunto de obras que envolveu a bacia de evolução e sinalização náutica e permite receber navios de até 350 metros de comprimento, conhecidos como mega ships. Mas são necessários recursos da União para iniciar a segunda etapa das obras, orçada em R$ 250 milhões. 

“O projeto da segunda etapa está pronto e estamos buscando os recursos para dar continuidade. Se não fizermos as obras, futuramente teremos impacto na movimentação dos contêineres”, disse Salles, lembrando que todos os novos navios que estão sendo contratados são de 400 metros de comprimento, o que exige readequação da estrutura para receber essas embarcações maiores. 

“Começamos a primeira etapa em 2012 e efetivamos em 2019. Então tem que começar a segunda etapa hoje para ter as condições que serão exigidas”, afirmou. A segunda etapa compreende obras como o realinhamento do molhe norte, com o aumento do canal externo e ampliação da distância entre os molhes norte e sul. 

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou que Santa Catarina tem a segunda maior movimentação de contêineres do país e responde por 19% do total nacional. “Sem uma infraestrutura adequada, que permita a chegada e a saída de contêineres dos portos com agilidade, podemos perder atratividade”, disse, lembrando ainda que há um dado internacional que mostra que um contêiner movimenta cerca de US$ 1,2 mil na economia. 

“Infraestrutura é a grande demanda de Santa Catarina. Temos que nos preparar para o futuro. As tendências são navios maiores e temos que nos preparar para recebê-los. Os dados confirmam a importância de termos portos dinâmicos e atrativos”, completou. 

Na reunião, o diretor-presidente do Porto de São Francisco, Diego Enke, destacou as obras em andamento e as previstas para melhorar as condições operacionais. Também abordou o projeto de dragagem e aprofundamento do canal de acesso ao complexo portuário da Babitonga. “O projeto está pronto e em breve vai ter edital de chamamento público, no máximo em 90 dias”, informou.


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