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Saúde pública

Morador utiliza lagartos para eliminar caramujos

29 Out 2018 - 15h42Por Sérgio Luiz

A microrregião de Jaraguá do Sul, a exemplo de outros locais em Santa Catarina, está praticamente infestada pelo caramujo africano. O problema se torna mais evidente em épocas de forte calor e alta umidade já que no inverno, o molusco hiberna. O caramujo africano é uma praga exótica, que entrou no Brasil para ser uma opção mais rentável de substituição ao escargot (iguaria da culinária francesa). Como não deu certo na culinária brasileira, os criadores soltaram o molusco na natureza. Introduzidos no país na década de 80, eles se proliferaram e agora trazem prejuízos aos animais nativos, podendo transmitir doenças. Os ambientes propícios para a praga sãos os locais com mato alto e entulhos, por isso é importante limpar os terrenos. Durante o dia o bicho fica escondido e sai à noite em busca de alimento. Diferente do verdadeiro escargot, que é bem menor e tem a concha quase redonda, o caramujo africano é grande e escuro e quando adulto pode chegar a 15 centímetros de comprimento e pesar 200 gramas.

O pesquisador que vai trabalhar no laboratório que será instalado em Jaraguá com a participação dos demais municípios da região, deve aprofundar os estudos para encontrar uma forma de combater o caramujo africano. Na cidade de Massaranduba, a situação já é tratada como um problema de saúde pública.

Morador do bairro Vila Nova em Jaraguá do Sul

Um morador do bairro Vila Nova em Jaraguá do Sul, acredita ter encontrado uma solução caseira de controle para a infestação do caramujo. O artesão Ingomar Iker, 55 anos, constatou que a partir da criação de lagartos, a quantidade de caramujos diminuiu. “Praticamente desapareceram”, diz. Iker disse que antes da presença dos répteis em seu terreno chegou a recolher mais de mil caramujos num único final de semana. “Estava infestado”. Mas há cerca de dois anos um casal de lagartos apareceu e ele passou a tratá-los. A família cresceu e hoje já são 10 animais. “E os caramujos sumiram. Só encontro as conchas”, destacou.

Em Corupá aconteceu algo semelhante. O administrador de empresas Evandro Michel, 40 anos, conta que na casa dos pais dele, no centro da cidade, também havia infestação pelo caramujo africano. Apesar de os moradores recolherem e quebrarem as conchas com frequência, a situação estava fora de controle. Até os lagartos começarem a se alimentar com o molusco. “Praticamente acabou”, afirma.

As duas experiências foram repassadas para a Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali), responsável pelo laboratório de pesquisas. A diretora executiva da entidade, Juliana Demarchi, disse que vai entrar em contato para conhecer melhor esses resultados.

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