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MILHO: Agroindústria depende de crédito e apoio para transporte

13 Set 2012 - 21h21

A Federação das Indústrias (FIESC) e entidades ligadas à cadeia agroindustrial brasileira cobraram do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ações emergenciais para aliviar a crise vivida pelo setor em função da alta do custo do milho que chega ao Estado. O segmento quer tratamento similar ao dispensado pelo governo federal à indústria automobilística, disseram representantes do setor ao secretário de política agrícola do Ministério, Caio Rocha, durante reunião da Câmara do Desenvolvimento da Agroindústria da FIESC, realizada nesta quinta-feira, dia 13, em Florianópolis.

Considerando a gravidade do cenário e o risco de se inviabilizar o modelo catarinense de produção, baseado na integração entre os produtores e a agroindústria, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, propôs a criação de um gabinete de crise com integrantes do governo e do setor privado. "É uma questão que não pode ser tratada uma vez por semana, mas que demanda preocupação 24 horas por dia, sete dias por semana. E a cadeia agroindustrial catarinense faz questão de participar desse comitê de crise", disse Côrte ao secretário Rocha, no final da reunião.

Em documento que será levado à presidente Dilma Rousseff, e aos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, a agroindústria defende medidas de curto prazo, como a adoção do prêmio de transporte do milho, ou seja, um subsídio de R$ 5 para que o insumo, que hoje chega ao Estado a R$ 32, possa ser depositado aqui a R$ 27. Além disso, foi solicitada uma linha especial de crédito para as agroindústrias, cooperativas e produtores, para aquisição de milho e farelo de soja, com fundo garantidor do governo federal. O aumento no preço do milho se deve à escassez na oferta do produto, causada pela seca na safra dos principais países produtores. Com isso, houve redução do volume do insumo para a comercialização e, consequentemente, o preço da commodity aumentou.

O presidente da Câmara da Agroindústria da FIESC, Mário Lanznaster, afirmou que, pelo planejamento das empresas, a saca do milho deveria chegar ao Oeste em torno dos R$ 25. "Pedimos o empenho forte para resolver a situação. Precisamos trazer milho de imediato porque tem frango e suíno passando fome. Estamos precisando dos insumos hoje", enfatizou, destacando que o preço da carne deve aumentar e pressionar a inflação.

Lanznaster, que preside a Aurora Alimentos, também chamou a atenção para a dificuldade financeira pela qual passam muitas empresas do setor, inclusive com redução da atividade, o que afeta inclusive os produtores que estão no campo. "Estamos apelando por uma solução. Quando uma montadora pede é imediatamente é atendida", disse Lanznaster lembrando que o setor de automóveis tem benefícios como a redução do IPI, enquanto o setor de alimentos, que exporta para 154 países, se encontra numa situação complicada.

"O setor agroindustrial assim como a indústria de transformação já passaram por dificuldades e crises, mas pela primeira vez estamos falando em salvar o setor. É uma situação sem precedentes. Vamos nos empenhar e essa reunião reflete a disposição de trabalhar em conjunto para encontrar uma solução urgente", disse Côrte, salientando a união das diversas entidades presentes ao encontro.

"Carro tem demais e comida tem de menos. O mundo clama por comida", afirmou o presidente da União Brasileira da Avicultura (Ubabef), o ex-ministro Francisco Turra, destacando que até 2020 o Brasil vai ter que aumentar em 44% a produção de carne de frango. Na opinião dele, a falta de insumos só vai se resolver com uma política de governo e não com ações pontuais.

Uma das solicitações feitas pela agroindústria,anunciou Rocha, será viabilizada no próximo dia 27, na reunião do Conselho Monetário Nacional. É o aumento de R$ 70 mil para R$ 140 mil, por produtor, no custeio pecuário. "Estamos tentando ver se conseguimos pagar um prêmio para o produtor, indústria ou cooperativa, que se dispõe a ir buscar (o milho) no estoque público do governo. Tem funcionado com alguns estados do Nordeste. Ainda não está funcionado com os Estados do Sul", disse Rocha, ressalvando, contudo, que o governo ainda estuda essa medida. Os estoques do governo ficam no Mato Grosso ou Goiás.

O ofício foi assinado pelas entidades: FIESC, FAESC, UBABEF, ABIPECS, FECOAGRO, OCESC, ACAV, SINDICARNE E FETAESC.

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