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Manifestantes pedem saída de Renan em frente ao Congresso Nacional

20 Fev 2013 - 17h12

Integrantes de movimentos anticorrupção, que organizaram e apoiaram uma petição na internet pela saída do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado, estenderam hoje (20) uma bandeira do Brasil, de 150 metros quadrados, no gramado em frente ao Congresso Nacional. No centro do bandeirão, havia uma foto do presidente do Senado e a frase: "Ordem no Congresso".

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Desde a eleição de Renan, no último dia 2, o movimento já recolheu pela internet, com a ajuda de redes sociais, quase 1,6 milhão de assinaturas a favor da saída do senador alagoano do cargo de presidente. O objetivo do abaixo-assinado era reunir número de assinaturas equivalente a 1% do eleitorado brasileiro - correspondente a 1,4 milhão de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - e apresentar um projeto de lei de iniciativa popular com este objetivo.

Apesar do número de assinaturas, conforme a Secretaria da Mesa Diretora do Senado, um processo deste tipo deve começar com uma denúncia no Conselho de Ética da Casa, e não como um projeto de lei.

"Sabemos que essas assinaturas não têm feito prático, mas simbolicamente são muito importantes. Isso mostra que somos uma sociedade informada, conectada em rede, acompanhando os atos dos Três Poderes da República", ressaltou Antônio Carlos Costa, do movimento Rio de Paz.

Junto com as assinaturas, os manifestantes também vão protocolar hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) uma carta na qual pedem ao presidente da Corte, ministro Joaquim Babosa, que acelere a análise da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Renan, no dia 25 de janeiro. Na denúncia, o senador é acusado de peculato, falsidade ideológica e falsificação de documento por ter desviado verba de gabinete para pagar pensão a um filho.


"Desejamos assinalar que a nossa solicitação a essa Corte reflete a apreensão e a repulsa da população com a constatação de que a demora no julgamento configura efetiva absolvição do acusado, que continuará exercendo um dos mais importantes cargos da República", diz um trecho da carta.

O presidente do Senado não comentou a manifestação de hoje. Na última sexta-feira (15), ele divulgou nota dizendo que "a mobilização na internet é lícita e saudável, principalmente, entre os jovens". No documento, o senador disse ainda que "o número de assinaturas não é tão importante quanto à mensagem, o que importa é saber que a sociedade quer um Congresso mais ágil e preocupado com os problemas dos cidadãos. E assim o será". Renan também destacou que o Congresso Nacional vai trabalhar para garantir o maior desenvolvimento do Brasil.

AGÊNCIA BRASIL

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