transito
Geral

Lista oficial de animais em extinção em Santa Catarina deve ser divulgada em breve

07 Jun 2011 - 11h33

A lista dos animais ameaçados de extinção em Santa Catarina está para ser oficializada. O presidente da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), Murilo Flores, diz que a divulgação, no Diário Oficial, da relação dos animais é uma "questão de dias". De acordo com Flores, o levantamento foi aprovado em abril pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). Falta apenas a liberação da relação. O parecer do Conselho é aguardado desde julho de 2010.

Já a secretária executiva do Consema, Myrna Murialdo, diz que o levantamento não foi publicado porque ainda está em discussão com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alguns aspectos, como de quem já tem licença ambiental para criar animais ameaçados. Segundo ela, uma nova reunião para resolver o caso está marcada para 1º de julho.

A lista dos animais em extinção foi feita pela organização não-governamental Ignis, com sede em Itajaí, no Litoral Norte, entre 2007 e 2010. Em 2008, a Fatma destinou R$ 360 mil para financiar o estudo. Segundo a coordenadora técnica da Ignis e integrante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ana Maria Torres Rodrigues, a elaboração da lista envolveu mais de cem pesquisadores de todo o país, principalmente das áreas de biologia e oceanografia, e avaliou 1961 espécies de Santa Catarina. O Estado é o único da região Sul e Sudeste que ainda não conta com uma lista oficial de animais ameaçados.

Como explica a coordenadora técnica da Ignis, o levantamento em SC é importante porque os animais têm distribuição variada no país. O boto cinza, por exemplo, existe em número aceitável no Nordeste, mas requer cuidados específicos no Estado, pela presença das embarcações, pela poluição das águas e pela pesca acidental, ameaçando o animal. Para a pesquisadora Ana Maria, o governo do Estado precisa formalizar o quanto antes a lista e investir em medidas que possam reverter o quadro de extinção.

- O objetivo é tirar esses animais da lista assim que possível - reforça.

O professor da Universidade Federal de SC e do Instituto Larus, de conservação ambiental, Jorge de Freitas, concorda que o levantamento dos animais deve vir acompanhado de uma política estatal de proteção das espécies, com o aumento da fiscalização e das penalidades dos infratores da legislação sobre animais.

A lei considera crime relacionado à fauna matar, recolher, manter em cativeiro, perseguir animais silvestres ou expô-los à maus-tratos. O criminoso responde a processo administrativo e penal e deve pagar uma multa de R$ 500. Caso o animal esteja na lista nacional ou internacional dos animais ameaçados ou extinto, o valor sobe para até R$ 5 mil, como informa o Ibama. Os animais da lista estadual também exigirão os valores mais altos. Só neste ano, o Ibama já aplicou cerca de cem multas. Já na Polícia Ambiental, cerca de 1,3 mil animais foram apreendidos, com a aplicação de multas, no último ano.

O motivo da demora

O Brasil tem uma lista de animais em extinção desde a década de 1980. A última publicação foi em 2003 e está sendo revisada. O presidente da Fatma, Murilo Flores, explica que a lista catarinense demorou a ser elaborada e aprovada pela necessidade de um grande debate técnico. Para ele, a iniciativa para realizar um levantamento com os animais em extinção não tinha sido tomada antes também pela falta de amadurecimento na sociedade para aprovar medidas de preservação.

- Nos Estados Unidos, por exemplo, a caça é regulamentada para se reduzir a população de animais que não têm inimigos naturais. Enfim, precisa de maturidade para entender algumas medidas para o equilíbrio ecológico. Aqui, ainda estamos engatinhando - diz Flores.

Após a oficialização do levantamento, o Estado deve investir na preservação dos espaços para os animais ameaçados e na fiscalização dos crimes ambientais. Mas, para o presidente da Fatma, também tem de ser lançadas campanhas em prol das causas ambientais.

- É necessário uma ação mais dura para punir os crimes contra o meio ambiente, só que também se precisa divulgar ao máximo a importância da preservação das espécies. As pessoas tem que ter consciência para ajudarem na fiscalização dos crimes ambientais - diz Flores.

DIÁRIO CATARINENSE

Matérias Relacionadas

Geral

Número de mortes por enchentes no RS aumenta para 176

Corpo não identificado foi encontrado em Venâncio Aires
Número de mortes por enchentes no RS aumenta para 176
Geral

Confira as previsões do horóscopo para hoje

Saiba o que os astros reservam para você no amor, vida profissional e viagens
Confira as previsões do horóscopo para hoje
Geral

Teatro ContraPonto apresenta "Dom Quixote e os Ratinhos da Biblioteca" neste domingo na SCAR

A peça, de cerca de 55 minutos, conta a história de quatro ratinhos que moram em uma biblioteca e gostam muito de ler.
Teatro ContraPonto apresenta "Dom Quixote e os Ratinhos da Biblioteca" neste domingo na SCAR
Geral

Pesquisa do IBGE mostra a falta de identificação de ruas e endereços na região

Segundo os dados, Corupá tem 37% dos imóveis sem identificação oficial
Pesquisa do IBGE mostra a falta de identificação de ruas e endereços na região
Ver mais de Geral