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Lideranças municipais articulam para retomar o poder

13 Abr 2012 - 13h00

As eleições municipais representam um desafio extra para as principais lideranças do Estado. Após serem derrotados em suas bases eleitorais em 2008, agora os "caciques" da política catarinense se articulam para tentar voltar ao poder.


Para o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), o governador Raimundo Colombo (PSD), o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB), o ex-governador Leonel Pavan (PSDB) e o deputado federal Esperidião Amin (PP), as últimas eleições municipais significaram derrota em seus redutos políticos. Quatro anos depois, a meta é voltar a administrar essas prefeituras.

O senador Luiz Henrique da Silveira, por exemplo, vem trabalhando em um projeto para levar o PMDB de volta à administração de Joinville, hoje comandada por Carlito Merss (PT), que buscará a reeleição. A aposta é o empresário e presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Udo Döhler, que se filiou ao partido no ano passado. Para viabilizar o plano, LHS sonha em reeditar a tríplice aliança ainda no primeiro turno, mas, para isso, precisa convencer o PSD e o PSDB a abrir mão de suas pré-candidaturas.

Em Balneário Camboriú a eleição deve ser muito acirrada. O grupo ligado a Leonel Pavan administrou a cidade nos últimos 20 anos, até ser derrotado por Edson Piriquito (PMDB), que vai à reeleição. Os tucanos ainda não bateram o martelo sobre o candidato, mas vêm conversando com outros partidos, como o PDT. No momento, o pré-candidato é o secretário regional Fabrício de Oliveira, mas Pavan vem dando pistas de que pode entrar no páreo.

Já em Criciúma, Eduardo Pinho Moreira aposta em uma eleição plebiscitária - o PSDB do atual prefeito Clésio Salvaro contra o PMDB. Como candidata, o partido aposta em uma liderança em ascensão - a ex-vereadora Romanna Remor, que no ano passado deixou o DEM e se filiou ao PMDB. Os peemedebistas também já fecharam aliança com o PT, que indicará o ex-deputado José Paulo Serafim como vice.

Na Capital, o PP de Esperidião Amin optou por negociar uma coligação forte para tentar voltar ao poder. O partido saiu derrotado nas duas últimas eleições em Florianópolis, sendo que na última o próprio Esperidião perdeu para Dário Berger (PMDB), que acabou reeleito. Agora, embora tenha em seus quadros a ex-prefeita Angela Amin, que chegou a liderar as pesquisas, a tendência é que a sigla abra mão da cabeça de chapa. O PP fechou apoio com o PSD e deve indicar o vereador João Amin como vice do deputado estadual Cesar Souza Junior (PSD).

Em Lages, o governador Raimundo Colombo vive uma situação um pouco mais confortável. Ele não tem um adversário na prefeitura, já que o prefeito Renato de Oliveira (PP) foi seu vice e é um aliado. Mas como em 2008 Colombo apoiou Fernando Coruja (PPS), a eleição de Renatinho representou uma derrota política. Agora, o governador tem três aliados que querem chegar à prefeitura: o ex-deputado estadual Antônio Ceron (PSD), o deputado estadual Elizeu Mattos (PMDB) e o ex-deputado federal Fernando Coruja.

DIÁRIO CATARINENSE

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