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residência médica

Lançado programa de residência médica com 64 vagas em SC

14 Set 2016 - 12h13

O programa oferece 64 vagas aprovadas pela Comissão Nacional de Residência Médica para alocação de residentes em 30 municípios.

As inscrições podem ser feitas pelos sites da secretaria e da Associação Catarinense de Medicina (ACM), instituição parceira que elabora e aplica as provas. O salário inicial é superior a R$ 5 mil, e algumas prefeituras ainda oferecem adicional como moradia e alimentação. A residência começa em janeiro de 2017, com carga horária de 60 horas semanais.

O lançamento contou com a presença do diretor de Educação Permanente em Saúde, Paulo Orsini; da coordenadora do programa, Cássia Rabetti; e de cerca de 20 representantes de secretarias municipais da Saúde.

O Programa de Residência Médica em Medicina de Família em Comunidade foi lançado no ano passado, sendo a Secretaria de Estado da Saúde a pioneira no país o lançar o programa. A primeira edição teve cerca de 30 candidatos inscritos e 11 alunos se matricularam. Atualmente conta com oito residentes nos municípios de Balneário Piçarras, Balneário Camboriú, Garopaba e Santo Amaro da Imperatriz.


"Fomos o primeiro Estado a assumir a formação desses médicos de família por meio da residência médica. Na primeira turma, em 2015, entraram oito residentes e agora, na segunda turma, estamos abrindo 64 vagas e esperamos preencher todas", observou Orsini.

O programa foi criado para a formação de profissionais na atenção básica no Estado, por meio da qualificação da atividade médica formando especialistas em Medicina de Família e Comunidade. Configurado como pós-graduação, o curso está sob a responsabilidade da Diretoria de Educação Permanente em Saúde em parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado e com os municípios que compõem a Rede de Integração de Ensino e Serviço.

A coordenação do programa está a cargo da doutora Cássia Rabetti, cardiologista e médica de Família e Comunidade. "É uma formação padrão ouro para os médicos que tenham interesse em trabalhar na atenção primária com qualidade. O programa oferece bolsa do Ministério da Saúde e tem uma contrapartida dos municípios de ajuda de custo”, acrescenta Cássia.


Em Santa Catarina, os serviços de atenção básica cobrem 80,91% do território. Em 2015, o Estado foi avaliado como o de melhor atenção básica de saúde pelo programa para Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica. "Esta residência médica é um sonho e uma realidade. Alargar o leque de problemas que podem ser tratadas nos cuidados primários e melhorar a qualidade dos serviços é agora o grande desafio", destacou a coordenadora do programa.

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