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Ideli nega ligação com empresa que teria sido cobrada por doação

30 Mar 2012 - 20h40

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira na qual se defende sobre suposta cobrança por doações eleitorais de uma empresa com contrato com o Ministério da Pesca. A ministra afirma que não chefiava o Ministério da Pesca quando foi assinada, em 2009, a compra de 28 lanchas da empresa Intech Boating.


Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", o dono da empresa teria sido procurado por meio do ministério para doar R$ 150 mil ao PT de Santa Catarina na eleição de 2010. Naquele ano, Ideli perdeu a disputa para o governo do Estado.

Ideli ocupou o Ministério da Pesca nos cinco primeiros meses do governo Dilma Rousseff em 2011. A pasta fazia parte da cota da sigla no Estado.

Apesar de ter sido filiado ao PT, o dono da empresa, José Antônio Galízio, disse ao jornal que a doação não foi feita por afinidade politica.

Mesmo sem competência para fazer patrulhas, o ministério comprou as lanchas nos valores por mais de R$ 1 milhão cada.

Na nota, a ministra afirma que a doação foi feita ao comitê do PT de Santa Catarina e não para a sua candidatura. "É importante ressaltar que as contas da campanha foram aprovadas pelo TSE", diz Ideli.

De acordo com ela, a competência pela prestação das contas do comitê do PT-SC é do presidente estadual da sigla. "Não há qualquer ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating", afirma Ideli no texto.

TCU

Auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) já havia apontado desperdício de recursos públicos na compra das lanchas.


O relatório mostrou graves falhas no planejamento das aquisições, ocorridas entre dezembro de 2008 e março de 2011.

De acordo com o TCU, o ministério deixou de negociar previamente parcerias necessárias para garantir a operacionalização das embarcações, não considerou alternativas menos onerosas para realizar a fiscalização da pesca ilegal e superestimou as quantidades a serem adquiridos.

O TCU apontou ainda restrições ao caráter competitivo em dois pregões para compra das embarcações, celebração de aditivos com fuga à licitação e ausência de pesquisa de preço.

Foram constatados ainda pagamentos antecipados à empresa Intech Boating por serviços que não tinham sido prestados até o fechamento do relatório de auditoria, em outubro de 2011.

FOLHA.COM.BR

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