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Hortas urbanas produzem comida saudável de graça no meio da rua

As hortas urbanas são plantadas em pequenos espaços públicos

15 Jun 2019 - 06h00Por Da Redação
Horta Linda, SCS /Brasília - Crédito: Reprodução / Momento AmbientalHorta Linda, SCS /Brasília - Crédito: Reprodução / Momento Ambiental

Horta urbana! A saída para a fome e para alimentação saudável agora está no meio das ruas e dos prédios. Esse movimento de metrópoles internacionais chegou ao Brasil e está fornecendo verduras e legumes orgânicos gratuitamente para pessoas de todas as classes sociais.

As hortas urbanas são plantadas em pequenos espaços públicos. Brasília já tem três exemplos que deram certo: um deles fica em um shopping center, que trocou flores por alimentos.

Os outros ficam em um praça da região central da capital, frequentada por dependentes químicos e ao lado de uma escadaria por onde passam milhares de pessoas todos os dia, que podem colher hortaliças gratuitamente para comer.

No Shopping JK, o canteiro de flores que leva para o estacionamento foi substituído por uma horta urbana de 200 metros quadrados, sem gastar um centavo a mais.Horta urbana no shopping

Os jardineiros agora plantam hortaliças que são distribuídas gratuitamente para os clientes e para alunos de uma escola pública que fica ao lado.

“Nós temos ervas medicinais, ervas aromáticas, alface, tomate, beringela, espinafre… Nos colhemos a cada 15 dias e distribuímos para comunidade e para a escola 42 que fica atrás do shopping”, disse Monaliza Maia, gerente de Marketing do Jk Shopping.

Na horta urbana do shopping os alunos também aprendem a plantar, colher e a comer alimentos saudáveis, que são preparados no colégio.

Horta urbana na área central

No Setor Comercial Sul, a menos de dois quilômetros do Congresso Nacional, outras duas hortas urbanas alimentam moradores em situação de rua e pedestres que passam pelo local.

Elas foram plantadas por voluntários e são mantidas pelos próprios moradores em situação de rua.

A Horta Linda, como é chamada, devolve aos dependentes químicos que dormem em baixo de marquises a oportunidade de ter contato com a terra, com a vida e com a produção da própria comida.

“Pra gente que faz uso de drogas, de álcool, poder ensinar a comer uma alface, ensinar que aquela alface pode melhorar sintomas do álcool, que um cheiro verde pode melhorar sua dor de cabeça, que o boldo melhora a dor de estômago… eu acho que é ensinar e empoderar que isso tudo é da gente e deles também”, diz Juma Santos, coordenadora ONG Tulipas do Cerrado.

Juarez Martins, coordenador do projeto Horta Linda começou a ideia junto com estudantes de psicologia da UNB e a ONG Tulipas do Cerrado. Ele lembra que o projeto deu certo porque não foi uma imposição.

“A gente fez uma pesquisa com eles para saber o que eles queriam plantar e colher aqui. As pessoas pediram ervas medicinais, cebolinha, pimenta… Aí a gente fez uma lista e foi montando esse kit que a gente trouxe pra ca”, lembra.

Hoje os moradores em situação de rua cuidam da horta e se alimentam dela também.

“Além desse ambiente ficar mais bonito, esse ambiente pode ser comida”, concluiu Juarez.


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