Mês do Trânsito - Rádio
Dia da mulher

Hoje, 8 de Março, é o Dia Internacional da Mulher

08 Mar 2012 - 18h44

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história. 


Segundo pesquisa do Dieese, as mulheres estudam, em média, um ano a mais que os homens, mas o que elas ganham são de 30% a 40% menores que os homens, dependendo da região. Na política há um paradoxo. Pela primeira vez o País tem uma mulher na presidência da República, mas o número de representantes femininas no parlamento é um dos mais baixos da América Latina, não ultrapassa 9%. 

Para a vereadora Natália Petry, que foi a segunda mulher a ocupar a presidência da Câmara na história de Jaraguá do Sul, a primeira foi a hoje secretária de Habitação, Maristela Menel, o sexo feminino ainda tem muitas barreiras para quebrar, embora ao longo das últimas décadas os avanços sejam inegáveis. Ela cita o fato de que hoje no mundo 35 milhões de mulheres não têm acesso sequer à informação.

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Apesar de apresentar um crescimento significativo desde 1990, as mulheres ainda são minoria na política brasileira. Prova de que o sexo feminino ainda sofre preconceito, segundo a vereadora Natália, até pelas próprias mulheres. Em 1996, o Congresso Nacional instituiu o sistema de cotas na Legislação Eleitoral que obrigava os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais. No ano seguinte, o sistema foi revisado e o mínimo passou a ser de 30%. Outra conquista de gênero foi a eleição da presidente Dilma Rousseff, a primeira mulher a comandar o país.

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Na visão do secretário de Indústria e Comércio, Célio Bayer, as mulheres ocupam uma posição de destaque em Jaraguá do Sul. Ele cita o fato do município ter uma mulher na Prefeitura e lembra que em breve outra assumirá a Associação Empresarial. Sobre o projeto do Senado, de multar as empresas que pagam menos para mulheres que desempenham a mesma função que os homens, ele afirma não acreditar que essa política exista entre as empresas da cidade.

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Pesquisa do IBGE, divulgada no ano passado, revela que em 2010, o salário médio das trabalhadoras com ensino superior completo representou 62% dos rendimentos de homens nas mesmas condições. Dois anos antes, em 2008, a situação não era muito diferente, quando mulheres com nível superior completo ganhavam apenas 60% do que recebiam homens de mesma escolaridade.  O Projeto que pretende acabar com esta disparidade foi aprovado em duas comissões do Senado e deve ir para Câmara dos Deputado.

Depois de conquistas como o direito ao voto, à profissão, à invenção da pílula anticoncepcional, a Lei da Maria Penha, sancionada em 2007, foi considerada uma grande conquista das mulheres brasileiras. A lei leva este nome em homenagem à Maria da Penha Maia, que lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Ela, que ficou paraplégica ao levar um tiro dele, virou símbolo contra a violência doméstica. Para a delegada da mulher e da família em Jaraguá do Sul, Milena Rosa, a lei veio para proteger a vítima e estimular as denúncias. Nos dois primeiros meses deste ano, mais de 250 mulheres sofreram violência na cidade.

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A instalação da delegacia da mulher aconteceu em 2010, depois de 10 anos de reivindicações. Hoje, a estrutura conta com apenas oito profissionais, sendo que quatro deles foram cedidos pela Prefeitura.

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Além de história de mulheres empreendedoras, aquelas que deram a vota por cima e diz comemorar diversos direitos conquistados, é bom refletir sobre o fato de mulheres ainda que as mulheres enfrentam problemas seríssimos, como a violência doméstica. Só aqui em Santa Catarina por ano, cerca de 40 mil ocorrências de violência contra a mulher são registradas nas delegacias. No ano passado 120 foram vitimas de tentativa de homicídio e 18 mulheres foram realmente assassinadas por seus companheiros.

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E para comemorar o Dia Internacional da Mulher, uma série de atividades estão sendo realizadas em frente ao Centro Histórico de Jaraguá do Sul. O repórter Sérgio Luiz tem mais informações.

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