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Greve

Greve dos servidores federais prejudica desde a saúde até o comércio no Estado

17 Ago 2012 - 11h10

A greve dos funcionários federais ganha mais força e em todos os Estados já é possível contabilizar as perdas. Em Santa Catarina, a paralisação de servidores que atuam na fiscalização de cargas e navios nos portos já soma prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para a indústria. A greve também prejudica laboratórios e hospitais que dependem de remédios importados. Sem contar com a paralisação de professores e servidores técnicos administrativos da Universidade Federal e do Instituto Federal, onde milhares de estudantes estão sem aulas. Em Brasília, um grupo de funcionários públicos ainda está acampado na Esplanada dos Ministérios. Santa Catarina está representada por 40 pessoas. Também nesta semana funcionários do INSS, paralisaram por 24h, em diversos Estados. Desta vez a paralisação não afetou os catarinenses, pois as agências de Santa Catarina não aderiram ao movimento. Porém, de acordo com coordenadora do Sindicato da Base dos Servidores Federais do INSS, Ministério da Saúde e Anvisa de Santa Catarina, Vera Lucia da Silva Santos, hoje é o prazo limite para o governo dar um parecer sobre as solicitações feitas pela categoria, caso isso não acontece os servidores do INSS podem aderir a greve também.

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Quanto aos prejuízos, a coordenadora do Sindicato destaque que quem deve se preocupar é o Governo Federal e não os servidores.

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Outra cidade que enfrenta as consequências das paralisações é Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com o Paraguai. A fiscalização mais rigorosa na Ponte da Amizade atingiu todo mundo: pedestres, motociclistas e motoristas de carros e vans. A fila para entrar no Brasil chegou a três quilômetros. Já na Estação Aduaneira, quem sofre são os caminhoneiros. Pelo menos 1.200 caminhões ficaram na fila para a liberação das cargas. Foram cinco protestos ao mesmo tempo: da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, Anvisa, Ministério da Agricultura e Receita Federal. Ontem a Polícia Federal intensificou a operação padrão nos portos e aeroportos do país. As empresas exportadoras e importadoras reclamaram de prejuízos. Quem precisou viajar para o exterior também teve dificuldades.


Nesta quinta-feira, no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, os policiais federais trabalharam da maneira correta, segundo eles. Em lugar dos três ou quatro policiais que fiscalizam normalmente o embarque, hoje tinha 20. Todos os passageiros foram fiscalizados.

O governo sinalizou para representantes dos sindicatos que pode destinar R$ 14 bilhões no orçamento do ano que vem para pagar todos os reajustes, mas esse ainda não seria um valor definitivo. O Ministro do Trabalho, Brizola Neto, disse ontem que acredita que, a partir de agora, com a apresentação de propostas concretas, as negociações devem ser mais rápidas e as reuniões no Ministério do Planejamento devem continuar até a próxima semana. Dia 31 é o prazo final para o governo apresentar o orçamento para 2013.

(JANICI DEMETRIO)

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