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GERAL

Funcionários do Samu de SP fazem greve parcial de 48h contra mudanças no serviço

09 Abr 2019 - 14h41Por Paula Felix

Os funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atuam na cidade de São Paulo estão fazendo uma nova paralisação parcial no atendimento desde as 7h desta terça-feira, 9, contra o Plano de Descentralização do serviço anunciado pela Secretaria Municipal da Saúde, que propõe a expansão do serviço de 58 para 75 pontos, mas com a extinção de 31 bases.

A mobilização deve durar 48 horas e a categoria diz que pacientes não vão deixar de receber atendimento durante o ato. A Secretaria afirma que vai responsabilizar entidades se a paralisação afetar a população.

Segundo João Gabriel Buonavita, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), houve uma reunião nesta segunda-feira, 8, com representantes da Secretaria Municipal da Saúde, mas a proposta apresentada pela pasta não atendia às reivindicações da categoria.

"Eles querem que uma comissão formada pelos sindicatos dos enfermeiros e dos servidores municipais e pelo conselho de enfermagem façam visitas às bases em um período de 40 dias. Diante da negativa de negociar de forma emergencial, resolvemos fazer a paralisação parcial", disse.

Buonavita afirmou que a população não será prejudicada pela mobilização. "Mais de 90% das equipes de Suporte Intermediário de Vida (SIV) e de Suporte Avançado de Vida (SAV) vão continuar trabalhando. O plano de desmonte do Samu é que está prejudicando a população. As novas bases não têm espaço para a higienização das ambulâncias e dos profissionais. Não podemos jogar sangue no pátio das UBSs (Unidades Básicas de Saúde)."

A Secretaria Municipal da Saúde informou, em nota, que "acolheu as principais reivindicações apresentadas" e disse que lamenta que "as entidades de classe tenham optado por manter a ameaça de greve de um serviço essencial para o cidadão paulistano".

A pasta disse que vai atuar para evitar impactos da mobilização para o serviço e que vai "responsabilizar as entidades por qualquer dano à população que essa greve venha a provocar".