transito
Geral

Fukushima inicia bombeamento para retirar 700 toneladas de água radioativa da usina

13 Abr 2011 - 11h13

Apesar dos tremores secundários, os funcionários da central nuclear de Fukushima começaram a bombear água altamente radioativa infiltrada nas instalações, uma tarefa indispensável para retomar os trabalhos de recuperação dos sistemas de resfriamento. A grave crise nuclear e o desastre provocado pelo terremoto e tsunamis de 11 de março afetam a economia japonesa, cujas perspectivas foram revisadas para baixo nesta quarta-feira pelo governo.

A montadora Toyota decidiu suspender a produção durante oito dias (do fim de abril ao início de maio) em cinco fábricas na Europa, uma consequência da falta de autopeças procedentes do Japão.

A Tokyo Electric Power (Tepco), proprietária e operadora da central Fukushima Daiichi, anunciou que as operações para a retirada de 700 toneladas de água contaminada começaram na terça-feira à noite em uma galeria técnica subterrânea conectada ao reator número dois. O líquido altamente radioativo deve ser transferido a um condensador que, em condições normais de operação, transforma em água o vapor produzido no reator. O bombeamento deve durar de quatro a cinco dias.

A tarefa, muito difícil, se torna ainda mais complicada com os tremores secundários que abalam o nordeste do Japão. Quase 60 mil toneladas de água inundaram os depósitos, encanamentos e as salas de máquinas de três dos seis reatores da central.

- Fazemos todo o possível para encontrar um meio de nos livrar desta grande quantidade de água contaminada por substâncias radioativas, e para limitar as radiações - declarou o presidente da Tepco, Masataka Shimizu, em uma entrevista coletiva.

Os técnicos também retiraram mostras de água da piscina de desativação de combustível do reator 4.

- Para retirar uma mostra, fixaram um recipiente no extremo do braço articulado de uma bomba de cimento - explicou uma fonte da empresa.

A operação tem por objetivo conhecer o estado das 1.331 barras de combustível que se encontram na piscina e possibilitar a análise dos meios necessários para extraí-las do local.

- É o objetivo final - completou a fonte.

Há um mês os técnicos tentam restabelecer a energia elétrica e reparar os circuitos de resfriamento dos quatro reatores danificados pelos tsunamis de 11 de março. Nos últimos dias, foram registrados três fortes tremores secundários na região, o que interrompeu os trabalhos na central por diversos momentos. As 400 réplicas podem produzir danos adicionais nos edifícios da central já abalados.

As autoridades japonesas elevaram na terça-feira o nível de gravidade do acidente, que passou de 5 a 7, o maior na escala internacional de acontecimentos nucleares (INES), que corresponde ao da catástrofe de Chernobyl em 1986. Mas o governo japonês explicou que as emissões radioativas de Fukushima Daiichi representam atulmente apenas 10% das produzidas pelo reator de Chernobyl.

O terremoto de 9 graus e os gigantescos tsunamis de 11 de março no noroeste do Japão deixaram mais de 28 mil mortos e desaparecidos, além de danos colossais.

Fonte: Clic RBS

Matérias Relacionadas

Geral

Ninguém acerta as seis dezenas na Mega-Sena nesse sábado

Prêmio para o próximo concurso será de R$ 53 milhões
Ninguém acerta as seis dezenas na Mega-Sena nesse sábado
Segurança

Homem bate na companheira e tenta agredir o síndico de prédio em Jaraguá do Sul

Caso ocorreu na madrugada deste domingo (16)
Homem bate na companheira e tenta agredir o síndico de prédio em Jaraguá do Sul
Geral

Rua do Morro das Antenas, em Jaraguá do Sul, será interditada na segunda-feira (17)

A medida é necessária para a troca de dois pontilhões de madeira por estrutura de concreto
Rua do Morro das Antenas, em Jaraguá do Sul, será interditada na segunda-feira (17)
Geral

Confira as previsões do horóscopo para hoje

Saiba o que os astros reservam para você no amor, vida profissional e viagens
Confira as previsões do horóscopo para hoje
Ver mais de Geral