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Fracassa negociação para saída de líder da Costa do Marfim

07 Abr 2011 - 11h48

Fracassaram as negociações para a rendição de Laurent Gbagbo na Costa do Marfim e a residência onde está o presidente de facto do país foi ontem palco de uma intensa batalha. Forças leais a Alassane Ouattara, presidente eleito em novembro e reconhecido pela comunidade internacional, invadiram a mansão para capturar Gbagbo, mas até o início da noite, as tropas do presidente de facto, fortemente armadas, ainda resistiam.


O governo francês, com a ajuda da ONU, tentou negociar um acordo para que Gbagbo deixasse o poder. O diálogo se concentrou na forma de rendição e nas garantias que ele exigia para não ser levado a cortes internacionais. Além disso, Paris queria que Gbagbo reconhecesse por escrito que Ouattara venceu a eleição, em um documento ratificado pela ONU.

Outro ponto de discórdia foi o destino de Gbagbo. O líder quer continuar em Abidjã sob proteção da ONU. Ouattara, porém, insiste na saída do presidente de facto do país. Entre os países que já ofereceram asilo a Gbagbo estão África do Sul, Togo e Angola - que violou embargos da ONU e forneceu armas a Abidjã nos últimos meses. Gâmbia e Mauritânia também aceitaram receber o líder marfinense.

As negociações desandaram porque Gbagbo exigiu um encontro com Ouattara para a formação de um governo de união nacional. Sem acordo, as tropas do rival romperam os portões de sua mansão com o objetivo de retirar Gbagbo do bunker construído sob sua casa. Para não perder o apoio internacional, a ordem era capturá-lo vivo e levá-lo a um tribunal.

Em comunicado, Ouattara garantiu que quer o presidente de facto vivo, mas acusou Gbagbo de usar a negociação apenas para ganhar tempo e reposicionar suas tropas. "Entraremos em sua residência para acabar com essa comédia."

Surpreendentemente, as tropas do presidente de facto, fortemente armadas, acabaram repelindo o ataque de ontem. Moradores relataram que as explosões fizeram os edifícios da região tremerem. No início da noite, as tropas de Ouattara se reagruparam para preparar uma nova investida.

A França garantiu que nem Paris nem a ONU participaram do ataque. Diplomatas de várias partes do mundo pediram que Gbagbo acabe com o conflito. "Ele não pode fazer isso com seu povo. Não há qualquer futuro para ele", alertou Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.


O chanceler francês, Alain Juppé, classificou de "absurdo" o comportamento do presidente de facto. "As negociações fracassaram por causa da intransigência de Gbagbo", disse Juppé. "Mas ele está sozinho. Todos o abandonaram.".

Apesar do impasse, o almirante Édouard Guillaud, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, e o ministro da Defesa do país, Gérard Longuet, garantiram que a queda de Gbagbo é uma "questão de horas".

Porta-vozes de Gbagbo na Europa, no entanto, classificaram o ataque de ontem à residência oficial como uma tentativa da França de "assassinar" o presidente de facto. No bunker, Gbagbo está acompanhado de sua esposa Simone e de alguns filhos.

Fonte: Estado de SP

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