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Emprego com carteira assinada teve o pior fevereiro em 24 anos

17 Mar 2016 - 13h25
O mercado formal de trabalho registrou em fevereiro o pior resultado para o mês dos últimos 24 anos. Segundo fontes que tiveram acesso aos dados que serão divulgados segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência, o saldo negativo (diferença entre contratações e demissões) foi de mais de 100 mil vagas, o maior corte para o mês de toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992. Até então, o recorde negativo eram os 78 mil empregos perdidos em fevereiro de 1999. Nos últimos 12 meses, o país perdeu quase 1,7 milhão de empregos.

Tradicionalmente, fevereiro não costuma ser um dos melhores meses em termos de abertura de vagas, mas, desde o ano 2000, o país vinha gerando postos de trabalho nesse período. Em fevereiro de 2015, quando a crise chegou ao mercado de trabalho, foram cortados 2,4 mil empregos. O melhor desempenho no segundo mês do ano foi registrado em 2011, quando foram criadas 280,7 mil vagas com carteira assinada.

s números da indústria paulista confirmam o mau desempenho do mercado formal de trabalho no mês passado. O setor fechou 12 mil postos, uma queda de 0,53% ante o total de empregados em janeiro, que também registrara corte de vagas. Só neste primeiro bimestre, já são 27.000 empregos a menos no setor, segundo revela a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada ontem pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Em 12 meses, o total de empregos da indústria de São Paulo apresenta declínio de 8,27%, variação correspondente ao desligamento de 257.500 empregados. O mês de fevereiro marcou a 53ª queda seguida do indicador e a pior taxa de sua série histórica na comparação com igual mês do ano anterior. E, pela primeira vez, a queda do nível de emprego na indústria paulista em relação há um ano antes ultrapassa os 10%.

Dos 22 setores analisados pela pesquisa, 17 tiveram perda no nível de emprego, três apresentaram crescimento e dois, estabilidade. O setor de produtos alimentícios criou 4.287 vagas, o maior saldo positivo. Contribuiu para isso o segmento de açúcar e álcool, que não contratava desde junho de 2015 e admitiu 3.578 trabalhadores em fevereiro — e tem grande peso no segmento de produtos alimentícios.

 

O Globo

 
GNet

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