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ECONOMIA: Estudo aponta nível de desindustrialização por setores

27 Set 2012 - 17h38

O processo de desindustrialização da indústria de transformação de Santa Catarina está restrito, por enquanto, apenas a alguns setores, revela um estudo contratado pela Fiesc junto à UFSC, apresentado na última semana. 
Os resultados, porém, não dispensam a necessidade de estímulos para que a indústria retome fôlego. Das 19 atividades analisadas, 11 não apresentam indícios de desindustrialização e outras sete estão com desindustrialização relativa.
Os casos mais graves são dos setores de Madeira e de Móveis, os únicos em desindustrialização absoluta, segundo a pesquisa. Essas duas atividades vêm perdendo espaço na participação da criação de empregos e na geração de valor na produção. 
Outros segmentos importantes da economia catarinense, como o de Alimentos, Têxteis, Calçados, Papel e Celuose, Cerâmico e Máquinas e Equipamentos se encontram numa situação intermediária - há queda no valor adicionado da produção, mas o nível de emprego não caiu.
O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, atribui a desindustrialização à atual crise internacional, que, segundo ele, é mais duradoura do que a enfrentada em 2008. "O atual cenário econômico aumenta a competição no mercado internacional, com mais países disputando um mercado cada vez menor", avalia.
A pesquisa também revela que Santa Catarina está exportando mais produtos básicos do que industrializados. Em 2000, 67% dos produtos embarcados eram industrializados, índice que caiu para 54% no último ano. "Isso mostra que produtos manufaturados do Brasil estão perdendo competitividade no mercado internacional", alerta Côrte.
Para o coordenador do estudo e professor do departamento de economia da UFSC, Sílvio Cário, a indústria, tradicional carro-chefe de criação de riqueza, vem perdendo representatividade ao longo dos anos. "Alguns setores têm perdido participação no valor adicionado e de vendas e no emprego, mas em outros segmentos há estabilidade e crescimento dessas variáveis", diz.
Perda de espaço
Nos últimos anos a indústria de transformação vem perdendo espaço na composição do Produto Interno Bruto (PIB) não apenas em Santa Catarina, mas em todo o Brasil. No país, na década de 1980, ela representava 35% da soma de riquezas. Hoje, apenas 18%. 
Em Santa Catarina, a indústria de transformação representava 26% do PIB em 1996. Caiu para 22%. "O setor não perdeu mais participação por conta da ascensão dos segmentos de infraestrutura que englobam energia elétrica, gás e esgoto", explica Cário.
O levantamento mostra ainda que, em países desenvolvidos, o setor de serviços vem ocupando maior espaço na formação do PIB. Cário destaca que em economias emergentes como o Brasil o setor secundário ainda não cumpriu suas funções e muitos setores estão perdendo o dinamismo rapidamente.






Do que as indústrias reclamam:
• Taxa de câmbio apreciada • Carga tributária elevada; • Taxa de juros alta; • Custo de energia elevado; • Sistema de transporte deficiente; • Qualidade questionável da mão de obra; • Falta de incentivo à inovação; • Falta fomento e regulação comercial.
E o que elas querem:
• Estímulo ao investimento produtivo; • Programa para a qualificação do trabalhador; • Desenvolvimento de atividades inovativas; • Defesa da indústria nacional; • Incentivo às aglomerações produtivas locais; • Apoio ao mercado interno; • Estímulo à inserção externa ativa; e • Criação de arcabouço institucional.

Fonte: Noticenter

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