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Casos

Doença de Edson Celulari deve atingir 10 mil brasileiros em 2016

21 Jun 2016 - 12h39
O ator Edson Celulari, de 58 anos, anunciou nesta segunda-feira, 20, que foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin. O câncer é o mesmo que acometeu a presidente afastada, Dilma Rousseff, o também ator Reynaldo Gianecchini e Luiz Fernando Pezão, governador do Rio.

O linfoma é um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, estrutura que tem como uma de suas principais funções a produção de células de defesa. A doença se divide em dois tipos: Hodgkin e não-Hodgkin. O primeiro tipo é menos comum, atinge jovens, entre 15 e 30 anos, e tem maior chance de cura. O segundo é mais prevalente, correspondendo a cerca de 80% de todos os casos da doença.

São mais de 30 subtipos de linfoma não-Hodgkin, e a evolução do tumor depende dessa classificação e do estágio em que ele foi diagnosticado - quanto mais cedo, melhor o prognóstico.

“Entre os linfomas não-Hodgkin, existem desde subtipos com crescimento bastante lento até aqueles de comportamento mais agressivo”, explica Phillip Scheinberg, coordenador de hematologia do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Segundo o médico, o linfoma não-Hodgkin atinge geralmente pessoas mais velhas, mas, dependendo do subtipo, pode também ser diagnosticado em pacientes jovens.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 10.240 brasileiros deverão ser diagnosticados com linfoma não-Hodgkin em 2016 e outros 2.470 com o linfoma de Hodgkin. Dos 12.710 casos das doenças previstos para este ano, 6.660 deverão acontecer em homens e 6.040, em mulheres.

Ainda segundo dados do Inca, os dois tipos de linfoma provocaram 4.690 mortes em 2013, último dado disponível.

 

 

Fonte: Agência O Estado de São Paulo
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