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De cada três pessoas vítimas de queimaduras, duas são crianças

06 Jun 2012 - 17h13

No Brasil, um milhão de pessoas são vítimas de queimaduras a cada ano. De cada três pessoas queimadas, duas são crianças, que passam a conviver com as sequelas destes traumas pelo resto da vida.


- Na maioria dos casos, elas se queimam em casa, em especial na cozinha e no pátio, e quase sempre na presença de um adulto, que apesar de estar responsável por aquele menor não está atento aos riscos daquela situação - explica o cirurgião pediátrico Maurício Pereima, diretor científico da SBQ (Sociedade Brasileira de Queimaduras).

Outro agravante nestes acidentes, segundo o especialista, é a facilidade com que o álcool líquido é adquirido no Brasil. Vendido livremente em qualquer mercado, este inflamável responde por 20% das causas de queimaduras, ocupando assim uma posição ímpar no mundo. Nos demais países, a literatura científica nem ao menos o menciona como causa de lesões térmicas.

- As queimaduras motivadas pelo manuseio indevido do álcool líquido diminuíram 60% no período em que a Anvisa proibiu a sua livre comercialização, mas nem mesmo este dado tão promissor parece ter sido suficiente para demover nossos legisladores da intenção de manter o livre comércio do álcool líquido no Brasil - lamenta Dr. Maurício.

São consideradas queimaduras graves aquelas que atingem mais de 30% da superfície corporal, são motivadas por choques elétricos e lesões inalatórias, por exemplo. No Brasil, das vítimas de queimaduras graves internadas em hospitais, vão a óbito em média 5% das crianças e 10% dos adultos. As queimaduras estão entre as principais causas externas de morte, perdendo apenas para outras causas violentas, que incluem acidentes no trânsito e homicídios.

Mobilização em Florianópolis

Das 9 às 15h, na escadaria do Rosário, esquina das ruas Vidal Ramos e Marechal Deodoro, profissionais médicos, de enfermagem, de fisioterapia, acadêmicos da Saúde, estudantes do Ensino Médio e bombeiros militares estarão à disposição do público para alertar sobre os riscos de acidentes com queimaduras.


- A situação se agrava nesta época do ano, quando os próprios pais envolvem seus filhos nos preparativos para as festas juninas, acendendo fogueiras e lançando foguetes", observa o fisioterapeuta Juliano Tibola - diretor executivo da SBQ.

Orientações da ONG Criança Segura para evitar queimaduras


Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueira.

GLOBO.COM.BR

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