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CPI aponta desvio de dinheiro na Câmara de Curitibanos

04 Abr 2012 - 18h26

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o suposto desvio de dinheiro da Câmara de Vereadores de Curitibanos, na Serra, aponta que mais de R$ 372 mil teriam sumido do órgão nos últimos três anos, sendo R$ 213 mil só em 2011.

A polêmica é grande, já que até a morte de uma pessoa pode estar diretamente ligada ao caso. O relatório parcial da CPI será entregue ainda esta semana ao Ministério Público.

O esvaziamento da conta bancária da Câmara foi descoberto em 23 de dezembro do ano passado, quando os vereadores foram descontar os cheques com os seus pagamentos, mas dois foram devolvidos pelo banco por saldo insuficiente.

Naquele mesmo dia, a contadora da casa, Ana Maria de Carvalho, foi encontrada morta com um tiro de arma de fogo dentro do seu carro. Ela era a única que tinha acesso à senha da conta bancária da Câmara e era quem emitia cheques, fazia compras, pagamentos e movimentações financeiras do Legislativo.

A hipótese levantada pela polícia é a de suicídio, mas a Polícia Civil investiga uma possível ligação da morte com o caso. No dia 6 de fevereiro deste ano, a CPI foi instalada para apurar o sumiço do dinheiro. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias mas, na segunda-feira, 34 dias antes do término do prazo, um relatório parcial foi apresentado.

As investigações já apuraram, segundo o presidente da CPI, João Flaris Camargo (PSDB), que, só em 2011 desapareceram R$ 213.667,84. Do total, R$ 141.698,51 teriam ficado com Ana Maria; R$ 47.369,33 com o ex-presidente Valdeci Garcia (PMDB); R$ 14.732 teriam sido pagos em cheque nominal a João Pedro Carneiro, nome de uma rua no Bairro Bom Jesus; R$ 4.960 a um homem chamado Amauri Soares e outros R$ 4.908 em nome de Luciano Alves Quadros.

A CPI ainda tem pouco mais de um mês para concluir os trabalhos e deve analisar todas as movimentações financeiras da Câmara desde o ano de 1994, quando a servidora assumiu como contadora da casa.

Contrapontos

Valdeci Garcia - O ex-presidente Valdeci Garcia (PMDB) garante que não sabia dos cheques emitidos em seu nome. Agora, ele diz ter descoberto que a contadora Ana Maria fazia isso e emitia notas fiscais em nome de fornecedores e prestadores de serviço da Câmara.

Osni Righes - O atual presidente, Osni Righes (PDT), que na condição de vice de Valdeci tinha procuração para assinar os cheques supostamente dados a ele, preferiu não se manifestar ontem. Disse apenas que Ana Maria manipulava as informações financeiras e, por isso, o nome dele foi usado de má fé.

Josette Ivana Almeida Closs - A diretora da Câmara, que também assinou cheques, se disse surpresa com as informações da CPI. Segundo ela, Ana Maria era de confiança e jamais as contas da Câmara tiveram alguma irregularidade.

DIÁRIO CATARINENSE

Premix Concreto

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