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juros de 14

Copom mantém taxas de juros de 14,25%

23 Out 2015 - 15h41

 A perspectiva do Copom é que a inflação convirja para o centro da meta até o início de 2017. No entanto, o Comitê não descarta novos aumentos em caso de mais pressões inflacionárias.

"O cenário do país é preocupante. A resposta dos preços à elevada taxa de juros está se dando de maneira muita lenta. Em contrapartida, a queda no volume de vendas do comércio e nos níveis de produção da indústria e demais setores já foi fortemente atingido ao reduzir o acesso ao crédito em toda a economia", avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.
A Federação ressalta que mesmo que o ciclo de alta tenha terminado, a taxa básica encontra-se num nível muito elevado. Embora considere importante o controle da inflação, lamenta que isso seja feito através de sucessivas elevações dos juros.

"Tal medida prejudica em demasia o setor produtivo, ao onerar, tanto o consumidor, quanto os empresários em suas decisões de investimento, dificultando ainda mais a saída do país do patamar de baixo crescimento. Outras medidas, como uma reforma tributária e trabalhista, capaz de incentivar a produtividade, seriam muito mais efetivas para combater o baixo crescimento e a inflação", avalia Breithaupt.


Desemprego tem pior setembro desde 2009

A taxa de desemprego brasileira foi estimada em 7,6% em setembro, mesmo resultado do mês anterior, conforme informou o IBGE nesta quinta-feira. Este é o pior resultado para meses de setembro desde 2009. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que engloba seis regiões metropolitanas: Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a taxa subiu 2,7 pontos percentuais (passou de 4,9% para 7,6%).

A população desocupada (1,9 milhão de pessoas) não apresentou variação frente a agosto, mas cresceu 56,6% em relação a setembro de 2014, representando mais 670 mil pessoas em busca de trabalho. A população ocupada foi estimada em 22,7 milhões para o conjunto das seis regiões, refletindo estabilidade na análise mensal e retração de 1,8% (menos 420 mil pessoas) na comparação com o ano anterior.

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (11,3 milhões) não variou na comparação mensal e, frente a setembro do ano passado, teve queda de 3,5% (menos 409 mil pessoas).

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.179,80, ficando 0,8% menor que o verificado em agosto (R$ 2.196,54) e 4,3% abaixo do apurado em setembro de 2014 (R$ 2.278,58). A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em 50,1 bilhões em setembro de 2015 e ficou 0,6% menor que a estimada em agosto. Na comparação anual esta estimativa recuou 6,1%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 50,3 bilhões), estimada em agosto de 2015, caiu 0,5% frente a julho e recuou 6,3% na comparação com agosto de 2014.

"A elevação da taxa de desemprego observado no mês de setembro de 2015, quando comparado com setembro de 2014, está fortemente relacionada com a retração econômica nos últimos meses, a queda dos índices de confiança empresariais e a perspectiva de recessão em 2015", explica o analista econômico da Fecomércio SC, Luciano Córdova. Esses fatores retraem a demanda por emprego por parte das empresas e podem ser visualizados no número reduzido de criação de vagas e nos investimentos. Em Santa Catarina, no primeiro semestre de 2015 houve redução de 80% no saldo de vagas formais.

"Chama atenção também a retração da renda tanto no mês, quanto no ano. Isso é um fator que se reflete no volume de vendas reduzido. No Brasil, as vendas já caíram 3,0% entre janeiro e agosto desde ano em relação ao mesmo período do ano passado", completa o Presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

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