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Copom indica que deverá efetuar novo corte nos juroS

19 Jul 2012 - 12h49

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou nesta quinta-feira (19), por meio da ata de sua última reunião, quando os juros recuaram para 8% ao ano, nova mínima histórica, que o processo de corte dos juros, iniciado em agosto do ano passado, deverá ter prosseguimento. O próximo encontro do Copom está marcado para o fim de agosto.


"O Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia", informou a instituição no documento.

Selic a 8% (Foto: Editoria de Arte/G1)

Desde que começou a utilizar a palavra "parcimônia" nos comunicados, o BC tem optado por reduções de 0,5 ponto percentual. A aposta do mercado financeiro é justamente de que a autoridade monetária continuará reduzindo os juros em agosto, quando a taxa, ainda segundo os analistas, deverá recuar de 8% para 7,5% ao ano.

A maior parte do mercado financeiro aposta que a redução de juros prevista para agosto (7,5% ao ano) seria a última deste ano. Entretanto, alguns analistas já estimam que a taxa básica da economia poderá chegar a 7% no fim de 2012, ou até abaixo disso.

O processo de redução dos juros básicos da economia tem sido uma das principais marcas do governo da presidente Dilma Rousseff na área econômica. No mercado bancário, porém, o repasse total dos cortes efetuados desde agosto do ano passado chegou somente em maio deste ano.

Cenário externo e atividade econômica
Ao baixar os juros, o BC busca estimular a atividade e combater os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira. Mesmo com oito cortes consecutivos nos juros, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre deste ano.

A autoridade monetária avalia que os cortes de juros demoram de seis meses a um ano para terem impacto pleno na economia, e informa que espera um crescimento maior do PIB brasileiro no segundo semestre de 2012.


O Copom informou, na ata de seu último encontro, divulgado hoje, que a recuperação da atividade econômica doméstica tem se materializado de "forma bastante gradual". Por outro lado, acrescenta que o cenário central contempla ritmo de atividade mais intenso neste semestre.

Sistema de metas de inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O Copom tem argumentado que a crise financeira internacional possui "viés desinflacionário" e que, por isso, tem sido possível reduzir a taxa básica de juros sem comprometer o controle da inflação.

"O Copom avalia como decrescentes os riscos derivados da persistência do descompasso, em segmentos específicos, entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda", informou o Banco Central. A instituição diz ainda que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012.

GLOBO.COM.BR

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