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Comitê de Desenvolvimento Regional define linhas de atuação no Vale do Itapocu

Na reunião foram discutidos aspectos que compõem o perfil do profissional desejado por setores econômicos identificados pelo comitê regional

10 Mar 2020 - 14h51Por Da Redação
Comitê de Desenvolvimento Regional define linhas de atuação no Vale do Itapocu - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

O Comitê de Desenvolvimento Regional do Vale do Itapocu realizou nesta terça-feira (10) reunião para discutir quais os perfis de profissionais que o mercado necessita na região.

Uma das ações estratégicas do comitê, o encontro reuniu representantes de indústrias e de instituições que atuam na área da educação profissional e integram um dos grupos de trabalho formados quando da criação do CDR em 2019.

Segundo o gerente regional do SESI e SENAI, Jefferson Galdino, uma das atribuições do núcleo setorial é aproximar a indústria da academia. Na reunião foram discutidos aspectos que compõem o perfil do profissional desejado por setores econômicos identificados pelo comitê regional, com diagnóstico que depois de validado no conselho estratégico formado por grandes lideranças da região passa a uma etapa de planejamento de cursos e outras capacitações formatadas pelas instituições de ensino da região.

“Serão pensados cursos alinhados às características da indústria regional, na perspectiva de ver as necessidades do mercado não só a partir das demandas atuais e sim a médio e longo prazos”, acentua Jefferson Galdino.

Ele entende que a partir das definições do grupo de trabalho, haverá a otimização e alinhamento de ementas com as matrizes econômicas predominantes na região, mas posicionando estas iniciativas de acordo com as potencialidades de mercados que estão evoluindo, como é o caso de Jaraguá do Sul em áreas como eficiência energética e mobilidade elétrica. Outros dois setores apontados são o têxtil, que concentra 20% do valor adicionado de impostos no Vale do Itapocu, e de bioengenharia, com projetos voltados à manutenção de equipamentos biomédicos, além da área de TI que requer uma atenção por atuar também no suporte a todas as cadeias produtivas da indústria, onde os especialistas entendem haver constante demanda por qualificação.

Estes encontros passam a ser constantes, assinala o gerente regional do SESI e SENAI, na medida em que foram identificadas 9 das principais rotas empresariais no âmbito da Amvali. Com base na estruturação do Comitê de Desenvolvimento Regional - Conselho Estratégico,  Comitê Setorial e Núcleo de inovação – os trabalhos terão como foco, além da qualificação profissional da mão de obra, também a atratividade a novos investimentos e no fomento à pesquisa e inovação.

Alinhada a esta visão, a atuação do SESI e do SENAI também passam a ter uma abrangência que prevê a integração com outras unidades, como é o caso do Planalto Norte, na gestão compartilhada de cursos e projetos que fortaleçam setores como o da indústria moveleira e de agronegócios, ativos economicamente expressivos em municípios como São Bento do Sul e Mafra, por exemplo. “Já temos parcerias com cursos de pós-graduação e a partir das demandas da indústria regional este trabalho poderá ser ampliado para outras capacitações, trazendo para Jaraguá do Sul, por exemplo, a expertise do setor de móveis”, observa Jefferson.    

O vice-presidente regional da FIESC no Vale do Itapocu, Célio Bayer, acentua a importância da parceria com outros municípios como uma demonstração de esforço pela melhoria do desempenho do setor produtivo catarinense. O empresário lembra que a criação do comitê foi fundamental para a continuidade ao PDIC – Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense, lançado em 2012 pela FIESC com o objetivo de apontar os setores produtivos mais promissores de Santa Catarina e definir rotas de crescimento.

Foram identificados, com base em pesquisas, 16 segmentos de maior potencial a serem estudados como potenciais de incremento por regiões. Na etapa seguinte, com a participação de universidades, instituições de pesquisas, e entidades que representam as categorias econômicas, foram realizados estudos e painéis, com a definição de rotas estratégicas de acordo com as vocações em todo o estado. “Na região foram estabelecidas como prioridades 9 setores que agora passam a merecer uma dedicação no sentido de definirmos meios para que se desenvolvam alinhados às exigências do mercado”, afirma Célio Bayer.

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