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Câmara dos Deputados

Comissão da Câmara dos Deputados debate aumento no uso de agrotóxicos no País

30 Out 2015 - 17h56

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no planeta. De acordo com dados do IBGE, apresentados nesta quinta-feira, dia 29, em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, entre 2002 e 2012, a comercialização do produto no país passou de quase três quilos por hectare para sete quilos por hectare. Um aumento de 155%. São Paulo lidera o ranking dos estados onde a venda de agrotóxicos é maior, seguido de Goiás e Minas Gerais.
Márcio Freitas, Coordenador Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, afirmou que o Brasil sempre esteve entre os maiores consumidores de agrotóxicos, desde os anos 50. No entanto, ele garantiu que os órgãos reguladores, como o Ibama, o Ministério da Agricultura e a Anvisa, são bastante rigorosos na hora de conceder o registro desses produtos.


“Qualquer produto agrotóxico, ele causa dano ambiental e, portanto, ele causa dano ao meio ambiente. O que muda, é justamente a classificação de perigo, mas potencialmente são produtos utilizados para combater pragas. Então por exemplo, o inseticida vai matar insetos alvos, mas também vai matar qualquer outro inseto como, por exemplo, abelhas. Nós temos sempre um perigo associado ao agrotóxico e o que nós fazemos no Ibama é avaliar a toxicidade a organismos não alvo - peixes, minhocas, organismos que garantem a fertilidade do solo.” Márcio Freitas, Coordenador Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama

 Ainda de acordo com Freitas, o Ibama faz um estudo sobre a toxicidade do defensivo agrícola, o que gera uma classificação. A grande maioria dos produtos usados no país, segundo ele, são da classe 3 e da classe 2, que têm nível intermediário de periculosidade. Os cultivos de tomate, batata e frutas cítricas, como laranja e limão, são os que mais fazem uso de defensivos. No entanto, segundo Júlio Sérgio de Britto, Coordenador Geral de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, sem o controle de pragas, a produção agrícola no país poderia cair pela metade. De acordo com Britto, o Ministério da Agricultura tem incentivado o uso agrotóxicos biológicos, que são menos agressivos à saúde humana.

 "Há uma busca maior de eficácia de produtos agrotóxicos e busca de novas tecnologias para controle de pragas, de defensivos naturais, biológicos. Só este ano, tivemos 20 produtos biológicos registrados para uso na agricultura." Júlio Sérgio de Britto, Coordenador Geral de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura


Durante a audiência, os debatedores pediram especial atenção ao projeto de lei 3200/15 de autoria do deputado Covatti Filho (PP-RS) que flexibiliza a comercialização de agrotóxicos e poderia tornar a regulação do setor menos rigorosa.

GNet

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