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Cobras corais da região seguem para produção de soro antiofídico no Butantan

As cobras corais são consideradas as serpentes mais venenosas do Brasil; toxina potente afeta o sistema nervoso e o controle muscular

26 Jan 2021 - 12h05Por Janici Demetrio
Cobras corais da região seguem para produção de soro antiofídico no Butantan - Crédito: Divulgação Prefeitura de Jaraguá Crédito: Divulgação Prefeitura de Jaraguá

Três cobras corais (Micrurus corallinus) resgatadas na região seguem hoje (26) cedo para o Instituto Butantan e serão utilizadas para a produção de soro antiofídico. Os animais chamaram atenção da diretora do laboratório, em São Paulo, segundo o biólogo da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), Christian Raboch, pelo tamanho, considerado maior que o habitual para a espécie. O tamanho é um facilitador para a extração do veneno e consequentemente para a produção do soro. Os animais, resgatados no fim do ano, serão encaminhados em embalagens próprias, enviadas previamente pelo Butantan. A chegada, em São Paulo, está prevista para o fim do dia.

Os planos iniciais eram de enviar, também, 21 ovos da mesma espécie, mas a natureza mudou o destino dos animaizinhos. Os ovos começaram a eclodir na noite de ontem, na casa do biólogo. Em geral, as fêmeas põem 3 a 18 ovos que, em condições propícias, eclodem em 60 dias, aproximadamente, mas, desta vez, houve antecipação. Sendo assim,  os filhotes serão reintroduzidos à natureza local nos próximos dias.

“Os ovos também despertaram o interesse dos técnicos do instituto pela sua genética. Assim como os genitores são maiores, essa característica deve ser repassada para os filhotes”, explica.

Em geral, as corais vivem escondidas embaixo de troncos e folhagens e, ao contrário de outras espécies, não dão o bote. A dentição é do tipo proteróglifa, com dentes inoculadores da peçonha na parte anterior da boca. As corais falsas apresentam dentição opistóglifa ou áglifa. As áglifas são serpentes sem aparelho inoculador de peçonha. Os dentes são maciços e sem canal inoculador. Estas serpentes como sucuris, jiboias e pítons, atacam, geralmente, por constrição. As cobras opistóglifas possuem os dentes inoculadores de peçonha na parte posterior do maxilar superior, o que dificulta os acidentes.

O soro antiofídico é produzido a partir do veneno retirado da própria cobra e da hiperimunização de animais, normalmente cavalos. A substância é usada como antídoto e tem a função de neutralizar o veneno no sangue e nos tecidos da vítima.

Os acidentes ocorrem, em geral, com pessoas que não tomam as devidas precauções. São recomendados  o uso de botas de borracha cano alto, calça comprida e luvas de couro, bem como evitar colocar a mão em buracos ou fendas. A pessoa acidentada deve ser levada imediatamente ao médico ou posto de saúde, procurando, se possível, capturar a cobra ainda viva. Deve-se evitar que a pessoa se locomova ou faça esforços, para que o veneno não se espalhe mais rapidamente pelo corpo. Deve-se, também, evitar técnicas como abrir a ferida para retirar o veneno, chupar o sangue, isolar a área atingida e fazer torniquetes, sendo o soro a melhor opção.

Desde 2017 a Fujama resgatou 1.058 animais silvestres. No ano passado, foram 441 os resgates registrados. O serviço deve ser acionado pelo número de telefone da Fujama (3273-8008), de segunda a sexta, das 7h30 às 17 horas, ou  por meio de registro na Ouvidoria da Prefeitura (0800-642-0156). À noite e aos fins de semana, o resgate é feito pelos Bombeiros, por meio do fone 193.

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