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Carlos Lupi nega veto de Ideli a catarinense Maneca Dias

02 Mai 2012 - 12h14

O ex-ministro Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, desmentiu o correligionário Manoel Dias sobre um suposto veto da ministra Ideli Salvatti ao nome de Maneca para o Ministério do Trabalho.

O catarinense era cotado para assumir a pasta, e segunda-feira, depois do anúncio de Brizola Neto para a vaga, disse ao colunista Roberto Azevedo que seu nome havia sido vetado por Ideli.

A informação teria partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa com Lupi. Segundo Maneca, a alegação da ministra seria porque o pedetista apoiou Angela Amin em 2010. Ao Diário Catarinense, Lupi negou ter a conversa com Lula sobre o assunto. Segundo o ex-ministro, "este fato nunca existiu". C


Confira, a seguir, entrevistas com Carlos Lupi e Manoel Dias sobre a polêmica.

CARLOS LUPI, PRESIDENTE NACIONAL DO PDT: "NÃO, NUNCA. ESTE FATO NUNCA EXISTIU"
Por telefone, terça-feira à noite, o ex-ministro Carlos Lupi disse que a opção por Brizola Neto foi motivada pela "relação histórica" da presidente Dilma com Leonel Brizola. E negou ter recebido informação de Lula sobre veto a Maneca.

Diário Catarinense - A presidente Dilma indicou o novo ministro do Trabalho e um dos cotados era o catarinense Manoel Dias. Nós temos a informação de que o nome dele teria sido vetado pela ministra Ideli...
Carlos Lupi
 - Não é verdade. Não houve veto nenhum. A presidente fez uma opção pelo nome do Brizola Neto pela relação histórica dela com o Brizola, ela se sentia mais confortável com o nome dele, mas nunca falou em veto.

DC - Na verdade, o próprio Manoel Dias disse que o presidente Lula teria dito ao senhor que a ministra Ideli teria vetado o nome dele.
Lupi - Não, pra mim nunca ninguém falou isso.

DC - O motivo do veto seria que nas eleições de 2010 Manoel Dias foi candidato a vice na chapa de Angela Amin. O presidente Lula disse isso ao senhor?
Lupi - Não, nunca. Este fato nunca existiu.

MANOEL DIAS, PRESIDENTE DO PDT DE SANTA CATARINA: "ALGUM REFLEXO CERTAMENTE TERÁ NA BASE"
Presidente estadual pedetista e secretário-geral da direção nacional, o catarinense Manoel Dias disse que o suposto veto de Ideli ao seu nome para o ministério tem relação com as eleições de 2010, quando foi vice na chapa de Angela Amin (PP). Ele criticou a condução do processo.

Diário Catarinense - Sobre a indicação do novo ministro do Trabalho, o senhor falou que seu nome foi vetado pela ministra Ideli. Por quê?
Manoel Dias
 - Ela alegou ao presidente Lula que eu teria apoiado a Angela (Amin) em Santa Catarina (em 2010, Maneca foi candidato a vice na chapa de Angela Amin).

DC - Como SC poderia ter sido ajudada com mais um catarinense em Brasília? Dias - Teríamos uma possibilidade de fortalecer a posição do Estado. Mas política é assim mesmo.

DC - A indicação do novo ministro, mesmo sendo do PDT, pode causar algum desconforto na base da presidente Dilma, pode ter algum reflexo nas votações no Congresso?
Dias -
O partido vai se reunir dia 10. Causou estranheza a maneira, o processo usado. Que ela (Dilma) chamou o presidente (Carlos Lupi, presidente do PDT) e apenas comunicou, sem discutir no partido. Algum reflexo certamente terá.

DIÁRIO CATARINENSE

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